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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O Momento da Reencarnação



A Concepção:
Se o óvulo em geral é um solitário a procura de um companheiro ideal, os pretendentes a sua posse definitiva e à união completa são muitos.
Trezentos ou mais de duzentos milhões de espermatozóides, uma população igual a de muitos países somados, se acotovelarão na busca desenfreada de um só troféu. Diz a Biologia que o mais apto vence a corrida e fecunda o Óvulo. Mas como mais apto? Por que, às vezes, um espermatozóide portador das mais profundas anomalias genéticas supera todos os dmais.Estudando cência espirita, encontramos a resposta satisfatória para este "capricho do acaso".

Cada espermatozóide traz, em seu bojo, os cromossosos que contém os genes para todas as características físicas do novo corpo a ser formado. os genes, moléculas de DNA, são partículas de altíssima complexidade.Os espermatozóides conforme os genes que trasnportam, tem uma vibração energética peculiar. Conforme o padrão gnético que levam, emitem uma frequência de onda correspondente. Dizemos que possuem um aura energética peculiar ao que carregam.
O óvulo que irradiava as vibrações do espírito, ao qual seu fluido vital estava preso, passa a atrair por sintonia de onda aquele esprmatozóide que contém os genes que ele necessita, ou seja, que ele merece.
Conforme o carma da entidade espiritual, expresso pelas suas matrizes perispirituais e refletidas no óvulo, são atraidos os genes que se afinizam com a mensagem cifrada, trasmitida insconcientemente pelas unidades energéticas do períspirito, e recebidas pelas moléculas de DNA( ácido desoxirribonucléico) do espermatozóide correspondente.
São quase 300milhões de opções diferentes do organismo biológico, apresentadas pelos espermatozóides. Razão porque somos todos especiais, ou diferentes uns dos outros. Este aparente desperdício, é a sábia lei da natureza, fornecendo múltiplas opções para que a justiça divina se cumpra através das leis biológicas.
Inconcientemente, eis que o espírito reencarnante que semeou livremente nas vidas passadas, e gravou os registros desta semeadura no seu perispírito, agora impregna o óvulo materno, pelas vibrações do seu merecimento e recebe no espermatozóide a colheita obrigatória! O gameta masculino, adequado as suas necessidades cármicas, é rapidamente como que "puxado", por sintonia magnética, para o óvulo e ocorre a fecundação ou concepção.Não é pois o "acaso biológico" que determina que um espermatozóide fecunde o óvulo, mas a lei do retorno, da colheita obrigatória, ou lei de ação e reação.
Espematozóide mais apto portanto, é aquele que mais sintoniza com as vibrações do nosso personagem; o espírito reencarnante já imantado ao óvulo.

No entanto, até este momento, não houve reencarnação propriamente dita. A união do espírito reencarnante ligando-se diretamente às moléculas físicas, dá-se no instante e que ocorre o grande choque biológico: o espermatozóide penetra no interior do óvulo.
No momento da fecundação, milhões de átomos e moléculas das duas células entram em fervilhante atividade organizada. Esta grande atividade, verdadeia explosão de fenômenos, ocorre numa maravilhosa orquestração regida pela sabedoria universal.Neste instante solene, o da concepção, as móleculasdo corpo espiritual do espírito, reencarnante entram, por assim dizer, na intimidade da célula ovo. Inicia-se agora, nest instante, a reencarnação propriamente dita, em termos físicos. A grande "explosão" de reações entre o espermatozóide e o óvulo e a interação entre seus campos áuricos é que propociou a abertura energética para a fixação dos fluidos peripirutais do nosso personagem às móleculs orgânicas. Foi necessário um momento especifico, para oportunizar a abertura d campo para a outra dimensão interpenetrar a matéria.

Gestação: Sublime intercâmbio/ Ricardo Di Bernardi

http://espiritualizarpazeluz.blogspot.com/2010/09/o-momento-da-reencarnacao.html

segunda-feira, 31 de maio de 2010

UM MÉDICO DE SEIS ANOS DE IDADE


AUTOR: BRUNO TAVARES

Meus queridos irmãos
Quem vê esta foto logo pensa que se trata de uma apresentação teatral infantil ou coisa parecida. Mas não é bem isso.

No artigo de hoje veremos o caso desse menininho mexicano, de seis anos de idade, que faz palestras sobre osteoporose e outra diversidade de temas médicos.
Em verdade tudo aconteceu de forma instrutiva e peculiar. O menino mexicano, Maximiliano Arellano, falou, por 45 minutos, para um público composto por médicos e profissionais de saúde da Universidade Autônoma do México.

O tema é incomum para a sua idade, pois discorreu sobre Osteoporose.
Como não tinha um púlpito para sua altura, foi improvisada uma cadeira para que ele atingisse o microfone.

Sua mãe, a Sra. Alejandra de Noé, conta que, desde os dois anos, seu filho demonstrou conhecimento da ciência médica, já tendo realizado palestra, até sobre Anatomia Cardiovascular.
Sua mãe esclarece que ele tem seus passatempos como uma criança normal, como brincar com videogame, fazer natação, etc.

O Diretor da citada Faculdade de Medicina, Roberto Camacho, disse que Maximiliano fala de fisiopatologia com um linguajar de um residente. Por isto está em estudo uma forma de poder introduzi-lo naquela instituição.
Para a Doutrina Espírita, o conhecimento de Maximiliano pela medicina, tão precocemente, demonstra que ele o adquiriu em vidas pregressas e, nesta vida, aflorou na infância. É a única explicação, muito lógica, aliás, para esse fato.
Percebe-se que Maximiliano dá pouca importância para sua memória precoce, pois revela ser um espírito desprendido. Ele afirmou que, quando crescer, quer ser médico, para diminuir as dores das pessoas.
Meus queridos amigos, o Espiritismo tem como um dos seus princípios a reencarnação, uma lei da natureza, e que a ciência convencional ainda não compreendeu.
Ao analisarmos um caso como este, percebe-se que a memória humana é extracerebral; portanto independe completamente do cérebro.
Quando perece o corpo físico, o Espírito, que é imortal, liberta-se, íntegro, portando suas aquisições intelectuais e morais.

Admitindo-se a realidade reencarnacionista tudo se faz esclarecedor, encontrando a justiça das leis do Criador atuando na criatura e, de forma coletiva, em toda a humanidade.
A reencarnação é um fato. Eu não sou Bruno, eu estou Bruno!



________________________________________

IDEIAS INATAS

Aula: Reencarnação

Evangelizadora: Soraia Martins

Atividade de Integração


Expor que o grupo encontra-se em um navio, solicitando que todos ocupem seus devidos lugares, sentados em cadeiras, num círculo. A viagem inicia, eis que o evangelizador grita “Olá à direita”! - todos mudam de lugar no sentido da direita; depois “Olá á esquerda”! , para a esquerda; várias vezes, e mais raramente grita “Tempestade!” quando todos devem mudar de lugar atravessando o círculo. Continua a brincadeira por algum tempo.

ESSA ATIVIDADE REPRESENTA A INTRODUÇÃO AO ASSUNTO TRABALHADO



Sugestão para aplicação do conteúdo doutrinário



1o. Momento:

Continuando a atividade anterior, esclarecer que houve um naufrágio e passageiros e tripulantes foram divididos em 4 balsas. À deriva no mar serão conduzidos a reflexões baseadas no anexo 1

2o. Momento:

Foram salvos, foram resgatados, contudo, em troca de abrigo, foi lhes solicitado uma missão:
Estudar os seguintes textos e refletir sobre seu conteúdo

Grupo 1 à anexo 2 - Idéias Inatas

Grupo 2 à anexo 3 - Memória espontânea

Grupo 3 à anexo 4 - Regressão de memória

Grupo 4 à anexo 5 - Só a reencarnação explica

3 o. Momento:

Apresentar para os demais

4 o. Momento:


Refletir com os jovens que a reencarnação é oportunidade de aprendizado, assim, agora, irão re-programar sua volta ao continente como se fosse uma vida nova, uma nova reencarnação. Para tanto, individualmente, ao som de uma música suave responderão o anexo 6

5 o. Momento:


Encerrar esclarecendo que as respostas dadas serão indício tranqüilidade ou de que algo precisa ser mudado . O quê?

6 o. Momento: ( atividade complementar, caso haja sobrado tempo)

Cantar a música “Epitáfio” da banda Titãs


Tempo


15 ´ à Atividade de integração

15 ´ à 10. momento

20 ´ à 20. momento

20 ´ à 30. momento

15´ à 40. momento

05 ´ à 50. momento

05´ à 6º. momento



Material



Aparelho de som - COM PILHAS

Cd com música suave e “Epitáfio”

Cadeiras

Cópias do anexo 1,2,3,4 e 5 para os grupos

Cópias do anexo 6 para todos, individuais

Canetas ou lápis





ANEXO 1



1- Temos sabido aproveitar a oportunidade reencarnatória?

2- Temos “aproveitado a vida” com saúde do corpo e nobreza da alma?

3- Caso desencarnemos nesse episódio, nos sentimos prontos para o retorno ao mundo espiritual?

4- O que deixamos de fazer e que poderíamos ter feito?

5- Dissemos todos os “Eu te amo” que deveríamos?

6- Agradecemos e ou reconhecemos a dedicação de pais, amigos, professores?

Temos consciência e gratidão pelo alimento, pelo lar, pelo vestuário mesmo que modestos?



ANEXO 2 - idéias inatas

Esta foto tirada há poucos meses, reproduzida por vários jornais da América do Norte e também do Brasil (Brasília, Pernambuco, etc.), aparece o menino mexicano de 6 anos, Maximiliano Arellano, fazendo uma palestra (durou 45 minutos) sobre Osteoporose, na Universidade Autônoma do México, para os médicos. Na foto vê-se o auditório lotado por médicos (de roupa branca) ouvindo atentamente a preleção de Maximiliano. Como o púlpito era muito alto, ele teve que subir numa cadeira. Sua prematura memória e conhecimento eclodiram aos 2 anos, mas sua mãe, Sra. Alejandra de Noé, além do interesse do filho por ciência médica, esclareceu que ele tem também passatempos de crianças comuns (video game, natação, etc.). Maximiliano já fez palestra até sobre Anatomia Cardiovascular. Os pais (nenhum deles é médico; ele tem um irmão de 10 meses) estão em entendimento com a diretoria da citada Universidade para tentar incluí-lo nos cursos da mesma. O diretor da Faculdade de Medicina, Roberto Camacho, disse que Maximiliano fala de Fisiopatologia com o linguajar de um residente. Este fato interessa muito aos espíritas, pois idéias inatas são indício de um conhecimento espiritual anterior. Não há como explicar que Maximiliano, de 6 anos, possa fazer palestra para médicos na Universidade, senão admitindo que ele tenha adquirido conhecimentos em vidas passadas. Bom que se diga que isto nada tem a ver com genialidade, mas apenas que seu conhecimento anterior está se manifestando precocemente. Se o diretor da Faculdade reconheceu que Maximiliano fala com linguajar de um residente; então seria o mesmo que um residente fazer palestra na Universidade, o que nada teria de estranho. Mas, no caso, quem está palestrando é um menino que revela conhecimento de adulto. Se ele não for estimulado a desenvolver seus conhecimentos, invariavelmente ocorre que quando vier a fase adulta acabará toda a curiosidade, pois o seu conhecimento será o mesmo de um residente de Medicina.
De qualquer forma, fatos como este servem para que vejam os que têm olhos de ver!



ANEXO 3 - memória espontânea


Vejamos a seguir um caso extraído do livro VIDA PRETÉRITA E FUTURA – um impressionante estudo sobre a reencarnação do Dr. Banerjee.



CASO DE REENCARNAÇÂO NA TURQUIA

Dentre os muitos casos de reencarnação que tenho es­tudado, merece ser mencionado aqui o de um menino tur­co, de quatro anos de idade, que, de repente, começou a falar sobre sua vida anterior e descreveu-a com impressio­nantes detalhes. Quando levado ao local do seu nascimento anterior, não apenas localizou a casa em que morara a pessoa, com quem ele se associava, como reconheceu os pa­rentes e amigos daquela pessoa.

"- Estou cansado de morar aqui. Quero voltar para minha casa e meus filhos." Não se trata aqui do lamento de um velho, distante do lar, mas de uma criança - Ismail Altinklish.

Ismail nasceu em 1956. Seu pai trabalhava como co­merciante de secos e molhados na cidade de Adana, Tur­quia. Já na idade de um ano e oito meses, ele balbuciava a respeito de sua vida anterior. Ismail afirmava que, numa outra vida, ele tinha sido Abeit Suzulmus, homem que fora assassinado. O menino tinha uma cicatriz de nascimento na cabeça, a qual, segundo afirmação da mãe, persistiu até 1962. Abeit Suzulmus fora morto por uma pancada na ca­beça.

Abeit Suzulmus foi um próspero jardineiro que viveu em Bahchehe, distrito da cidade de Adana, Visto que sua primeira esposa, Hatice, não podia ser mãe, ele separou-se dela e casou-se outra vez. Teve muitos filhos com a segun­da esposa, Sahida. Entretanto, Abeit continuou a dar assis­tência a Hatice, que vivia numa casa, na propriedade dele, perto daquela em que vivia com Sahida e seus filhos.

Abeit Suzulmus empregara muitos trabalhadores de uma outra cidade em seu jardim. Certo dia, por razões ain­da não esclarecidas, os trabalhadores levaram-no a um está­bulo, onde o assassinaram, espancando-o com uma barra de ferro. Ouvindo os gritos, Sahida e duas de suas crianças se precipitaram para o local da cena. Os assassinos também is mataram, e fugiram. Uma semana depois os criminosos foram capturados, julgados e condenados.

Ismail repetidamente pedia a seus pais que o deixas­sem visitar a casa de Abeit. A princípio recusaram, na esperança de que isso fizesse com que o menino esquecesse seus pedidos. Mais tarde, entretanto, a conselho de um amigo, Erol Erk, os pais acederam às solicitações do menino. Ismail, que na época tinha apenas três anos de idade, indicou a caminho para a casa de Abeit, que se situava aproximada­nente mil e duzentos metros do local em que ele residia. Ao chegar, reconheceu, para espanto de. seus pais, que o acompanhavam, todas as pessoas.e objetos que foram familiares a Abeit. Subseqüentemente, uma das filhas de Abeit visitou Ismail. Após conversarem durante horas, ela ficou firme­nente convencida de que ele era seu pai renascido.

Ismail pensava constantemente em sua antiga família. Isso tornou-se problema para os pais. Em certa ocasião, quando Mehemet Altiriklish, pai de Ismail, comprou algumas melancias, o menino quis a maior delas para dar à "sua" filha, Gulsarin. A recusa do pai levou Ismail a profundo choro. Na verdade, Mehemet não era homem rico e, naturalmente, não podia dar-se ao luxo de presentear a família anterior de seu filho.

Às vezes, Ismail comportava-se como um adulto, e seus pais acreditavam ser ele dotado de uma inteligência su­perior à das outras crianças. Também diziam que ele, escondido, tomava raki, bebida turca de forte conteúdo al­coólico. Abeit também era conhecido como grande aprecia­dor de raki.

Um vendedor de sorvetes, de nome Mehmet, passou pe­la casa de Ismail. Quando este o viu, aproximou-se dele e perguntou-lhe se o reconhecia. O vendedor de sorvetes res­pondeu que não, então Ismail disse-lhe: "Você se esqueceu de mim. Sou Abeit. Antigamente, você vendia melancias e verduras." O homem concordou que ele estava certo e, de­pois de um longo papo com o menino, se convenceu de que estava diante de Abeit renascido. Quando Ismail percebeu que seu pai ia pagar alguns sorvetes que comprara, interfe­riu dizendo: "Não pague os sorvetes, pai. Ele ainda me deve dinheiro pelas melancias que lhe entreguei." Mehmet, então, confirmou que ele ainda estava em débito com Abeit.

O caso de Ismail será uma fraude? Ou não? Várias considerações vêm-nos à mente. Primeiro, temos que consi­derar que o caso ocorreu numa família muçulmana e os muçulmanos não acreditam na reencarnação. Segundo, a famí­lia de Ismail nunca quis dar publicidade ao caso. Ao con­trário, eles sempre a evitaram. Na verdade, Mehemet Altinklish sempre considerou todas as investigações como uma intrusão descabida em sua vida particular. Além disso, ele e sua família estão sempre preocupados com a possibilidade de o menino retornar à sua família anterior.

Será possível que Mehemet Altinklish tenha feito uma trama com o menino para realizar uma fraude, visto que uma vez ele trabalhou para Abeit Suzulmus e conhecia mui­to a respeito da família dele? Esta hipótese pode ser descar­tada, porque, segundo informantes independentes, Mehemet não tinha conhecimento algum sobre os fatos mencionados por Ismail a respeito de Abeit. Nem tampouco a criptomné­sia pode ser sugerida como uma explicação, porque ela não justifica as intensas emoções de Ismail ao reconhecer os membros da família Abeit.

ANEXO 4- regressão de memória

Vejamos a seguir um caso de regressão de memória em sessão de terapia relatado por PATRICK DROUOT, terapeuta transpessoal em Paris-França que tem uma larga experiência com a terapia de vidas passadas. Autor dos Livros Nós Somos Todos Imortais e Reencarnação e Imortalidade - Das Vidas Passadas às Vidas Futuras)

(...) Jean sai da floresta. O sol está se pondo no horizonte. Ele caçou o dia todo, como o faz habitualmente. É tempo de regressar à velha casa familiar, da qual percebe os contornos além das colinas. Ela foi construída no século Xll pelos seus antepassados, meio barões e meio salteadores, que retornaram da Terra Santa. Seus descendentes, pouco a pouco, ampliaram o solar.

Jean esporeia seu cavalo. Ele tem pressa em chegar. A contornar uma colina tem a impressão de ouvir um rumor proveniente da casa. Ele se aproxima. Distingue, agora, uma multidão ao redor da morada. Uma multidão excitada. Camponeses armados de forcados, constata Jean, que galopa a rédea solta, com os olhos cravados no que ocorre. A metade do pátio está invadida. Há corpos caídos por terra. Arrasta-se uma mulher pelos cabelos... O coração de Jean bate mais forte: é sua mulher que os camponeses maltratam! Eles a estão matando! Que pode ele fazer? Ele está só. Os poucos homens armados, que lhe restavam ainda há pouco foram mortos e os servidores que permanecem na casa são todos velhos. Pelo menos tentará salvar a sua pequena filha. Ele contorna a casa e deixa seu cavalo no meio da mata onde, escondida na vegetação, se abre uma passagem subterrânea que conduz ao castelo pela galeria, depois pelos aposentos do castelo, se apossa da menina em lágrimas e retorna pelo mesmo caminho. Lá fora ouve os gritos de sua mulher e da multidão enraivecida. Quando alcançam o ar livre, na mata, lá no pátio o drama terminara. A mulher de Jean jaz sobre a relva, ensangüentada. Assassinada pelos camponeses em fúria, sem que ele nada tenha podido fazer. Dominado pelo ódio e pela tristeza, Jean vai a galope com sua filha até o refúgio num castelo vizinho e amigo. Organiza-se uma expedição, a fim de encontrar os culpados, que foram punidos. Jean, além de perder a esposa que amava, era criticado pela filha. Ao longo do caminho durante a fuga dos dois, a filha gritava ser preciso procurar a mãe que não deviam salvar-se sem ela. Instalada no castelo vizinho, continuava a nutrir rancor e ressentimento ao pai. Mais tarde, já crescida, acusava-o de ter sido covarde.

Jean sabia que não se acovardara. Entretanto, não encontrava mais prazer na vida. Partiu para combater. Havia muito o que fazer no século XVI, agitado por guerras incessantes. Morreu como queria, alguns anos mais tarde, no campo de batalha, sempre guardando no coração a dor de ter perdido sua mulher.

No princípio dos anos setenta, ele a reencontrou assim com a filha. Perto de quatrocentos anos mais tarde. Jean e a mulher se reencontraram em Paris. Eram, então, Robert e Jeanne, se amaram e se casaram rapidamente. Ignoravam, é claro - em todo o caso conscientemente -, que já se haviam conhecido, até que Robert/Jeanne o descobre numa viagem nas vidas anteriores.

Isso é comum. As pessoas que se amaram no passado quase sempre se reencontram em outras vidas. Este é um dos aspectos emocionantes das pesquisas sobre as vidas passadas.

As pessoas com as quais você sente um elo poderoso em sua existência estiveram próximas numa (ou numas) outra vida. Podem ter sido parentes, amigos, amantes, mas se você sente uma ligação profunda com outro ser, se essa pessoa é como um prolongamento de você mesmo, há grandes possibilidades de que se tenham

amado, vivido, caminhado, sofrido e rido juntos, em outro tempo, em outro lugar, sob outra forma física. O amor é uma vibração fundamental a mais poderosa do Universo. É ele que faz girar os astros, subir a seiva nas árvores e desenvolver as crianças. O amor é infinito e eterno. Da mesma forma é o amor que une dois seres humanos: assim foi e assim será. Nem o tempo, nem o espaço, nem a morte podem separar aqueles que se conheceram e continuam a se encontrar através dos séculos. Todos os que, em estado de expansão de consciência, revivem uma união antiga com o companheiro ou companheira na vida presente, sentem e exprimem, com vigor, o quanto este amor encarnado é pálida cópia da comunhão entre suas almas no mundo do além.

O contrário também ocorre. Lembro-me de um casal do leste da França. Estavam casados há dez anos. Tinham dois filhos e viviam, desde que se conheceram, uma curiosa relação de "ódio-amor". Eu os conduzi a uma regressão em comum nas vidas passadas, o que faço muito raramente, na qual reencontraram uma vida na Roma antiga, onde se amavam. Ele era nobre e ela sua escrava. Ele a seduzira e, dessa relação culposa, nasceu uma criança que acabou sendo jogada num poço, pela própria mãe. Ignoro quantas vidas comuns teriam vivido juntos desde Roma, mas é óbvio que restava, entre eles, seqüelas do primeiro encontro. Compreender o fato ajudou-os a superar os efeitos negativos dessa relação, aprofundando os laços que os uniam.

Alguns seres que se amaram e se magoaram no passado continuam a se magoar hoje em dia. É que ainda precisam aprender e compreender, a fim de evoluir. Outros atingiram juntos o ponto do não retorno. Estes aprenderão alhures, ao lado de outros seres, o que é a vibração essencial do Amor. Outros, ainda se procuram. Mas todos, seja qual for o caminho particular e o estágio de evolução, são chamados a superar seus medos para aprender a amar. É esse o objetivo da nossa existência, e é a procura do amor incondicional que nos induz a renascer continuamente, revestindo-nos, sem cessar, do corpo humano. A maior parte das pessoas não tem consciência disso. Entretanto, muitos procuram desesperadamente o sentido da sua existência.

ANEXO 5 - só a reencarnação explica

As anomalias congênitas são singularidades que desafiam a compreensão humana acerca da justiça divina. Não obstante, a doutrina da reencarnação esclarece estes e outros fatos, compatilizando a noção da perfeita bondade e justiça de Deus com a existência da dor e a natureza das desigualdades. Gêmeos unidos, chamados genérica e imprecisamente de xifópagos despertam a atenção de todos, bem como conjecturas nos que já compreendem a reencarnação como o mecanismo necessário para o contínuo progresso dos Espíritos.

Tais casos constituem uma rara anomalia congênita, decorrente de falha no processo de desenvolvimento embriológico. Aparecem somente em gêmeos homozigóticos, isto é, originários de um único ovo, o qual decorre da união de um espermatozóide com o óvulo materno.
Conforme o local em que persiste a união, nos fetos e nascituros, recebem o nome de craniópagos (no crânio), tocacópagos (no tórax), isquiópagos (no quadril) e xifópagos (no apêndice xifóide). A maior frequência reside nos toracópagos (40 por cento), vindo logo a seguir os xifópagos propriamente ditos (34 e quatro por cento). A incidência dessas anomalias ocorre na proporção de um caso para cada 50.000 a 200.000 gestações.

As causas ainda não estão estabelecidas. Dentre outras, levantam-se as hipóteses de fatores genéticos e fatores teratogênicos, como drogas, toxernia, idade e nutrição materna, possíveis doenças da mãe, etc.

Na Bahia, vamos encontrar um caso peculiar deste gênero, as irmãs Nadir e Juracir, tinham duas cabeças, duas caixas toráxicas, quatro braços, duas pernas e um só abdômen e nutriam violenta ojeriza uma pela outra, o que certamente contribuiu para o agravamento de suas dívidas.
Outro caso, mais recente, é o das irmãs Blazeck, que nasceram tendo um só reto, uma só vagina e úteros separados. Rosa, uma das irmãs, concebeu, teve gestação normal e veio a dar a luz na época certa. A outra irmã, Josefa, não sentiu dores durante o parto, mas tal qual a sua gêmea, teve apojadura (afluência de leite aos seios).

EXPLICAÇÃO ESPÍRITA

Do ponto de vista reencarnatório, que razões levariam a justiça divina a permitir tais hediondas aberrações? Por que estes seres necessitariam permanecer jungidos biologicamente, compartilhando órgãos e funções orgânicas, o que é de mais íntimo e pessoal no espírito encarnado?

As respostas poderiam ser diversas, porquanto tal experiência poderia servir para educar os espíritos em inúmeras circunstâncias. De uma maneira geral, como nos elucida "O Livro dos Espíritos" (questões números 211, 212 e 213), a gemelaridade é aproveitada pelos espíritos muito afins ou simpáticos (no caso dos siameses, é claro, a experiência é uma prova ou expiação de rude aspecto que ambos aceitam cumprir juntos), ou, contrariamente, o fenômeno pode ser recurso extremo para promover a reaproximação entre espíritos muito antagônicos entre si.

Assim, é natural que se conclua serem os gêmeos unidos reencarnações expiatórias, resultantes de aversões e ódios seculares. Aqui a simbiose orgânica e o mesmo patrimônio genético cuidam de harmonizar vibrações mutuamente aversivas. Estando num "mesmo barco" reencarnatório e compartilhando partes do corpo físico, os espíritos hão de acordar, sob pena de parecerem ou de se autodestruirem. De qualquer forma estão condenados a juntos permanecerem, pela vida e pela morte.

Outras razões possíveis seriam casos de espíritos que levaram a simbiose psíquica às últimas conseqüências, reparando agora, na carne, a patologia da função egoística ou, ainda, aqueles espíritos desprovidos de senso de limites, que invadiam patologicamente os limites e direitos naturais do próximo. Psicopatas insensíveis e destituídos de qualquer princípio ético estão incluídos nesta categoria.

Cada espírito tem o destino que merece, ou melhor, de que necessita, pois não é outra a finalidade da reencarnação senão o aperfeiçoamento espiritual.
E neste grande plano educacional, para a Humanidade, a dor, por enquanto, é indispensável recurso instrucional, despertando a Consciência individual e coletiva para os valores reais do espírito, consubstanciados nos princípios de ordem moral e na sabedoria que transcende a simples aquisição de conhecimentos intelectivos.

Fonte: Luiz Antônio de Paiva – Revista Espírita Allan Kardec
ANEXO 6

Programa reencarnatório do(a): .............................


http://juventudespirita.webs.com/aulareencarnao.htm

SIAMESES : UM SÓ CORPO... DUAS ALMAS ...





Abigail "Abby" Loraine Hensel e Brittany "Britty" Lee Hensel, nascidas no dia 7 de Março de 1990, em Carver County, Minnesota (EUA), são um caso extremamente raro no mundo. São gêmeas siamesas atualmente com 19 anos. Quando nasceram, seus pais escolheram não as separar. Para elas, a vida sempre foi um risco: até hoje são conhecidos apenas 500 casos de siameses que sobreviveram ao primeiro ano.Estima-se que não mais que doze vivam atualmente nos Estados Unidos. A história de Abby e Britty é ainda mais rara. Ao longo da história da medicina, foram registrados apenas quatro casos de gêmeos com apenas um tronco e um par de pernas. Cada uma das irmãs Hensel têm próprio coração e do estômago, enquanto eles compartilham três pulmões. A espinha dorsal de ambas as liga à altura da pélvis, de modo que, a partir da cintura para baixo são uma única pessoa. Cada um tem uma sensibilidade e controle de seus membros e do tronco.

Abby e Britty vivem uma estreita união, mas, ao mesmo tempo, defendem a sua independência: eles são um modelo de boa amizade e da harmonia, da dignidade e da flexibilidade no que diz respeito ao difícil conceito de liberdade individual. A família vive em uma casa estilo colonial, construída em terras planas de vinte hectares de superfície. Patty, é enfermeira de emergência, e o pai, Mike, um carpinteiro e designer de jardins. Ambos confessam que, quando do nascimento das gêmeas, ficaram presos ao desespero. Na época, os especialistas não estavam de acordo sobre a viabilidade de uma intervenção para separar as irmãs. O risco era de que uma delas não sobrevivesse. "Como é que iríamos determinar quem deveria viver?", lembra.

O mundo as conhece desde 1997, quando foram apresentadas por Oprah Winfrey. Aos 8 anos elas foram capa da revista americana Life que abriu a matéria com o título "Um Corpo, Duas Almas". Vieram ao Brasil em 1998 e deram entrevista à extinta TV Manchete. Antes das irmãs norte-americanas, ficaram famosos, no século XIX, os siameses, Chang e Eng, que de atracão de circo tornaram-se prósperos agricultores. Eles casaram-se e mantinham residências separadas, tendo tido ao todo 21 filhos.

Este artigo pretende servir como exemplo de superação para aqueles que se lamentam das dificuldades da vida. Afinal, a comoção causada Abby e Britty não é apenas um produto da ignorância ou insensibilidade das pessoas. Tal como Freud salientou, o sobrenatural, em qualquer forma que está presente, provoca-nos medo. E, do ponto de vista Espírita, o exemplo serve para profundas reflexões sobre o sentido da vida e sobre este grande aprendizado que é a reencarnação. Isto porque nem sempre os espíritos que vieram juntos em tal situação são afins e, ao contrário, muitas vezes vieram reatar sentimentos desfeitos e reajustar sentimentos (Livro dos Espíritos).

Os espíritas explicam que são espíritos que se odeiam ou se amam patologicamente, gerando um fluxo de energia que se funde reciprocamente. Concluindo naturalmente que são reencarnações expiatórias, de aversões e ódios seculares. Conforme bem explica o médico Zacharias Calil, "entende-se se tratar provavelmente de dois espíritos ligados por ódio extremo, talvez de muitas reencarnações, e que renasçam nestas condições não por livre escolha ou punição divina, mas por uma espécie de determinismo originado na própria lei da causa e do efeito. São impelidos por uma irresistível atração de ódio e desejo de vingança, buscam-se sempre e acabam se reencontrando por vezes em situações dramáticas, que os obrigam a partilhar o próprio sangue, as funções vitais e o próprio ar que respiram".

Essa convivência que poderá ser longa ou curta estabelecerá laços de parceria e apoio, despertando os sentimentos de amizade, de respeito mútuo, e com isso se inicia uma reconciliação pelo perdão. Algumas outras razões possíveis falam em casos que são espíritos que levaram a simbiose psíquica às últimas consequências, reparando agora, na própria carne, o crônico egoísmo. Portanto, se você ainda acredita que sua vida é um insuportável fardo, tente repensar as supostas razões de sua revolta.

Por Marcos Grignolli
postado por casmurro, às 13:24

As Irmãs Siamesas na Ótica Espírita

As Irmãs Siamesas na Ótica Espírita
Paulo da Silva Neto Sobrinho

No final do ano de 1.996, os noticiários nacionais e internacionais, via TV, rádio, revistas e jornais, deram ênfase ao caso de Abigail e Brittany. Elas são duas crianças norte-americanas que nasceram ligadas pelo tórax, fato que se dá o nome de siamesas. Possuem vários órgãos individuais e outros que são comuns às duas. Mas o que tem realmente comovido as pessoas é a perfeita coordenação entre as duas para realizar movimentos e atividades próprias das crianças.

Nota-se que existe um grande amor recíproco, o que tem como conseqüência a harmonia e integração naquilo que cada uma precisa fazer com a ajuda da outra.

A medicina explica o caso dando-lhe a causa, sem, entretanto responder o porquê. As religiões atribuem a Deus a origem do fato, sem que encontrem uma explicação. Somente a vamos encontrar nos princípios básicos da Doutrina Espírita. Nas Leis Divinas da reencarnação e a de causa e efeito temos a base para entendermos esta situação.

Sabemos que temos opositores sistemáticos a estes princípios, no entanto compreendemos ser apenas uma questão geográfica. Isto mesmo: questão geográfica, pois se estas pessoas tivessem nascido em regiões que os têm como fundamentos de seus princípios religiosos os estariam defendendo com “unhas e dentes”.

Assim podemos dizer que existe uma enorme possibilidade destas crianças terem sido grandes inimigos em vidas anteriores, onde o ódio imperava nos seus sentimentos e que o relacionamento entre elas acabava quase sempre com uma matando a outra e que a justiça divina encontra, nesta situação de siamesas, a alternativa de colocá-las num só corpo a fim de que, necessitando uma da ajuda da outra para viver e desenvolver suas atividades normais da vida humana pudessem iniciar entre si o sentimento de amor, única forma de destruir o ódio existente entre elas. Na cooperação e ajuda de que cada uma depende da outra é ascendida a chama do amor, parcela divina em nós, até que se acabe todo e qualquer sentimento de ódio, rancor ou desejo de vingança.

Cada uma está sofrendo as conseqüências de seus próprios atos, situação em que a justiça divina aproveita para que outras pessoas envolvidas como pai, mãe, irmãos e outras, resgatem também seus compromissos com suas leis. “A cada um segundo suas obras” (Mateus 16, 27), disse-nos o Mestre Jesus. É bem mais justo dar uma nova oportunidade (nova vida com sofrimento temporário) do que colocar alguém no sofrimento eterno (inferno).

Por outro lado poderíamos pensar que Deus deveria nos perdoar pelo mal que fizemos, apoiamos isto em nosso senso de justiça. Entretanto, em uma situação em que uma pessoa mata a outra, achamos justo o juiz condená-la à prisão. Ora, por que não usamos então o mesmo raciocínio anterior, ou seja, dizendo que o juiz deveria perdoar o criminoso? Pura incoerência do ser humano, que não alcançando a justiça divina, deixa de aceitar princípios que na realidade, O colocaria em posição mais elevada, e passaríamos a entender Deus muito mais justo, sem mistérios ou reticências para aceitar sua justiça.

Jan/97
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/paulosns/as-irmas-siamesas.html

FINALIDADES DA REENCARNAÇÃO

Finalidades da Reencarnação
Fábio Gallinaro

1) CONCEITO DE REENCARNAÇÃO
Encontramos no Evangelho Segundo o Espiritismo, mais precisamente em seu capítulo IV, a definição de reencarnação como o retorno da alma ou do espírito à vida corporal, mas em um outro corpo novamente formado para ela, e que nada tem de comum com o antigo. Atualmente o referido vocábulo está presente até mesmo nos dicionários da língua portuguesa, que definem a palavra reencarnar como a possibilidade do espírito reassumir a sua forma material.

Reencarnar (prefixo “re” + encarnar, do latim incarnare) é voltar à carne, ou seja, tornar o espírito a habitar um corpo carnal com o objetivo de se burilar e se aperfeiçoar na senda do progresso a que todos estamos predestinados.

Nos dias de hoje a reencarnação é amplamente discutida e debatida entre todos os seguimentos da sociedade; até mesmo as religiões não-reencarnacionistas guardam enorme respeito aos adeptos da crença das vidas sucessivas do espírito. É cediço que nós espíritas constituímos o único seguimento que ainda se intitula como religião reencarnacionista-cristã. As demais congregações cristãs, como por exemplo o catolicismo ou o protestantismo, admitem a imortalidade da alma, mas não compactuam com a hipótese de o espírito ter a faculdade de renascer em um novo corpo. Entretanto, prosélitos de outras seitas desvinculadas do cristianismo, tais como a Seicho-No-Ie e o Budismo, as religiões afro-brasileiras como a Umbanda e o Candomblé, aceitam a reencarnação como forma natural do aprimoramento e amadurecimento do ser humano, assim como outras doutrinas espiritualistas que vislumbram no Cristo um ente iluminado, crêem na possibilidade da reencarnação, mas não possuem característica religiosa, como é o caso do racionalismo cristão, entre outros.

2) ESQUECIMENTO DO PASSADO
Os críticos mais pertinazes do tema em debate atribuem a não existência da reencarnação ao fato de não nos recordarmos das vidas anteriores. Porém, um estudo superficial não nos daria condições de analisar com a devida clareza as finalidades e justificativas das vidas sucessivas. Talvez em razão disso seja a descrença encontrada no posicionamento de cépticos e censores.

O esquecimento do passado é uma bênção. Deus, na sua infinita sabedoria, permite aos seus filhos voltar à Terra, novamente encarnados, reunidos em um mesmo grupo ou família. Espíritos afins reencontram-se com o objetivo de se aprimorarem e as lembranças de vidas pretéritas prejudicariam o desempenho da criatura na atual existência. Ódios, rancores, amarguras, rusgas e desentendimentos poderiam vir à tona atrapalhando o exercício do amor fraternal no seio familiar ou no grupo de convívio.

A providência divina se encarrega de atender todas as necessidades do espírito encarnado na sua atual existência e as recordações do passado poderiam prejudica-lo em sua missão. O déspota, ao retornar à vida carnal, certamente iria envergonhar-se de sua condição e atravancar o seu progresso em busca da redenção. O soberbo renascido entre os miseráveis e estropiados não admitiria ser rebaixado da posição social em que outrora se encontrava. Inimigos e desafetos encarnados no mesmo círculo familiar, como pais, filhos ou irmãos, fatalmente se digladiariam na hipótese de se recordarem dos malefícios que fizeram um ao outro.

O ato de perdoar ainda é muito difícil de ser praticado em nossa condição evolutiva. Por isso, o esquecimento do passado vem de encontro com às necessidades do espírito. Algozes ferrenhos poderiam aprender o exercício do amor, da paciência e da tolerância, desde que não se recordem das feridas que foram provocadas e o perdão virá de forma natural a dissolver as intrigas existentes entre as criaturas.

Eis o significado da não recordação do que fomos, sentimos ou com quem nos relacionados em existências anteriores. O que deve permanecer tão-somente é a consciência imortal do espírito, que o levará a habitar moradas mais sublimas da Casa do Pai.

3) DIFERENÇA ENTRE RESSURREIÇÃO E REENCARNAÇÃO
A palavra ressurreição é oriunda do latim, resurrectione, e tem como significado o ato ou efeito de ressurgir ou ressuscitar.

Nos termos trazidos pelo Evangelho Segundo o Espiritismo, a ressurreição supõe o retorno à vida do corpo que morreu, o que a ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo estão, desde há muito, dispersos e absorvidos.

O dogma trazido pela igreja tem o condão de fazer seus fiéis acreditarem na possibilidade acima discutida, o que verificamos ser algo irrealizável.

Os ensinamentos cristãos, oriundos do nosso Mestre Jesus, diziam respeito à reencarnação e não à ressurreição, como veremos a seguir.

4) REENCARNAÇÃO NA BÍBLIA
A bíblia possui inúmeras assertivas acerca da reencarnação, como por exemplo aquela em que Jesus afirma ser João Batista a reencarnação do profeta Elias.

Todavia, o trecho abaixo transcrito do evangelho de São João, nos parece mais adequado ao estudo ora desenvolvido:

Ora, entre os fariseus, havia um homem chamado Nicodememos, senador dos judeus - que veio à noite ter com Jesus e lhe disse: "Mestre, sabemos que vieste da parte de Deus para nos instruir como um doutor, porquanto ninguém poderia fazer os milagres que fazes, se Deus não estivesse com ele."

Jesus lhe respondeu: "Em verdade, em verdade, digo-te: Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo."

Disse-lhe Nicodemos: "Como pode nascer um homem já velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer segunda vez?"

Retorquiu-lhe Jesus: "Em verdade, em verdade, digo-te: Se um homem não renasce da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. - O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito. - Não te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo. - O Espírito sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem ele, nem para onde vai; o mesmo se dá com todo homem que é nascido do Espírito."

Respondeu-lhe Nicodemos: "Como pode isso fazer-se?" - Jesus lhe observou: "Pois quê! és mestre em Israel e ignoras estas coisas? Digo-te em verdade, em verdade, que não dizemos senão o que sabemos e que não damos testemunho, senão do que temos visto. Entretanto, não aceitas o nosso testemunho. - Mas, se não me credes, quando vos falo das coisas da Terra, como me crereis, quando vos fale das coisas do céu?" (S. JOÃO, cap. III, vv. 1 a 12).

Quando Jesus disse a Nicodemos que a carne procede da carne e o espírito procede do espírito, quis dizer que o corpo carnal nasce de um outro corpo carnal, como o filho que cresce no ventre de sua mãe, mas enfatizou que o espírito é imortal e a sua procedência é divina e nascerá em um novo corpo toda vez que houver necessidade de reparação, ajustamento ou evolução.

5) FINALIDADES E JUSTIFICATIVAS
a) Expiação

O vocábulo expiação também é oriundo do latim, expiatione, e tem como significação o ato ou efeito de expiar, isto é, castigo, penitência, cumprimento de pena.

Todavia, sabemos que Deus não castiga ninguém e o sofrimento pelo qual estamos sendo infligidos é fruto dos nossos próprios erros. É bem verdade que a encarnação muitas vezes constitui um aprisionamento para o espírito e poderíamos comparar o planeta Terra, que ainda é um mundo de expiações e provas, a um grande presídio de almas, que padecem dos mais diversos problemas ligados às doenças, à miséria, à violência, etc. Porém, como podemos encontrar na apostila do Curso Básico de Espiritismo da Federação Espírita do Estado de São Paulo, tais sofrimentos, quando suportados com resignação, paciência e entendimento, apagam erros passados e purificam o espírito que assim vai, encarnação após encarnação, libertando-se das imperfeições da matéria.

Muitas pessoas ainda ficam estupefatas quando afirmamos que o sofrimento se faz necessário para a correção das falhas que possuímos. Obviamente, as almas possuem a faculdade de se melhorarem sem as dores e dificuldades infligidas na encarnação, isto quando despertam para uma nova consciência de trabalho em prol da reforma íntima e amor ao próximo. Entretanto, é sabido que muitos desses espíritos ainda relutam em se despojar dos vícios e das más inclinações. Endurecidos e cegos pelo egoísmo e pela vaidade, não conseguem se libertar dos sentimentos que aviltam o homem e, por isso, carecem da expiação terrena para compreenderem melhor os desígnios de Deus.

A expiação é, assim, a alavanca que move o espírito estacionário ao caminho da perfeição.

b) Prova

Entendemos aqui a acepção prova como sinônimo de aprendizado para o espírito. O Livro do Espíritos nos ensina que, em sentido amplo, cada nova existência corporal é uma prova para o espírito.

Prova não significa necessariamente sofrimento, como é o caso da expiação, mas sim a aquisição de novos conhecimentos em virtude de testes a que será submetido o espírito encarnado.

Exemplificativamente, em uma nova existência o espírito encarnado estará sujeito a provas de paciência, de tolerância, de amor, de fé, de perseverança, entre outras, para que possa se depurar e adquirir mais virtudes. É a reforma íntima operando no espírito para que este possa um dia atingir a perfeição.

c) Missão

Também oriunda do latim, missione, possui o sentido de encargo, incumbência de realizar alguma coisa. Ora, todos os espíritos, ao encarnarem, possuem uma missão pré-estabelecida que, segundo os ensinamentos trazidos pelo Colégio Allan Kardec, da cidade de Sacramento, em Minas Gerais, podemos denomina-la de planejamento encarnatório.

Os espíritos mais adiantamos vislumbram quais as possibilidades mais favoráveis ao adiantamento do espírito e, antes deste encarnar, traçam um planejamento de toda a sua existência, desde o nascimento até o desencarne. A família que o receberá, as pessoas de sua convivência, o emprego, a escola, as escolhas e as opções que deverá fazer em sua encarnação.

Tais missões, de modo geral, enquadram-se em papéis de maior ou menor intensidade, de acordo com a capacidade e a elevação do espírito reencarnante. Não podemos confundir a missão definida para cada espírito com a encarnação de espíritos missionários, que são os avatares incumbidos de grandes realizações no planeta, como é o caso dos espíritos sublimes que nos trazem tantos ensinamentos de conduta moral é ética. É por isso que preterimos a palavra missão pelo vocábulo tarefa, pois nossas realizações ainda são pequenas diante da grande responsabilidade assumida por um espírito missionário.

Mas, são essas pequenas tarefas que nos ajudarão a crescer moral e espiritualmente e que nos conduzirão ao reino de felicidade anunciado por Jesus.

d) Cooperação na Obra do Criador

Aprendemos no capítulo XI, item 24, da Gênese de Allan Kardec, que o trabalho inteligente realizado pelo espírito encarnado em seu proveito sobre a matéria, concorre para a transformação e o progresso material do globo em que habita; assim é que, progredindo ele mesmo, colabora na obra do Criador, de que é agente inconsciente.

Todas as almas estão obrigadas a esta cooperação de que fala a codificação kardequiana. Além daquilo que temos a expiar, além das provas a que somos submetidos e além de cumprir fielmente a missão ou tarefa a que nos propomos, devemos colaborar com esta grande obra, que é o alcance da perfeição humana.

Algumas almas mais preguiçosas poderiam esbravejar dizendo o seguinte: quer dizer então que, além de sofrer (expiação), ser submetido a testes (prova) e cumprir tarefas estipuladas em minha vida (missão), ainda devo ajudar a Deus? E a resposta é SIM. Obviamente que sim. Ninguém alcançará a perfeição sozinho. Ninguém estará plenamente feliz enquanto houver uma alma sequer sofrendo. A caridade trazida como o caminho para a salvação é a máxima cristã da mais pura beleza e veracidade. O capítulo XIII do Evangelho Segundo o Espiritismo contém pérolas de ensinamentos que trazem aos homens o real significado de uma existência: auxiliar ao próximo em suas carências sem ostentação. Eis a nossa verdadeira missão. A despeito da pergunta formulada acima, Jesus fatalmente nos responderia o que segue: se desejosos de atingires a perfeição, olhai primeiro para baixo de vós, e vereis quantos estão a sofrer e padecer das mais cruéis e inúmeras dificuldades da matéria. Auxiliai primeiro estes para serdes auxiliados depois.

Trabalhando, sendo operosos e fazendo a nossa parte enquanto espíritos encarnados, estaremos dando a nossa parcela de contribuição, somo singelos operários a serviço do Grande Arquiteto do Universo.

e) Ajudar a Desenvolver a Inteligência

A encarnação também tem como escopo o desenvolvimento intelectual do espírito. Todavia, essa gama de conhecimentos que se adquire através das várias existências deve servir para conduzir as inteligências retardatárias ao Criador. Como nos ensina o Evangelho Segundo o Espiritismo, em seu capítulo VII, a inteligência é rica de méritos para o futuro, mas, sob a condição de ser bem empregada. Se todos os homens que a possuem dela se servissem de conformidade com a vontade de Deus, fácil seria, para os Espíritos, a tarefa de fazer que a Humanidade avance.

Se o meio onde o espírito habita lhe favorece o aprimoramento de seus conhecimentos, ele deverá reparti-lo com aqueles que não tiveram as mesmas condições e oportunidades.

Por outro lado, cultura não é sinônimo de sabedoria. De nada adianta a alma acumular conhecimentos de toda espécie e não praticar o amor e a caridade em sua vida. Poderíamos comparar essa inteligência a um automóvel muitíssimo veloz e sofisticado, mas que não possui um hábil condutor: fatalmente se chocaria por não estar governado por mãos caridosas e amoráveis. Melhor seria possuir parcos recursos intelectivos, mas conduzindo os ditames da vida com bom senso e discernimento, auxiliando sempre aqueles menos afortunados do caminho.

6) CONSIDERAÇÕES FINAIS
Também se constitui como uma das finalidades da reencarnação o refazimento do corpo perispiritual. É cediço que o espírito desregrado, preso aos vícios e às paixões que envilecem o homem, ao desencarnarem, podem chegar a perder sua forma perispirítica. Assim como o suicida, que do mesmo modo compromete gravemente o seu corpo fluídico, é dada a oportunidade de uma nova existência tão-somente para o restabelecimento desse corpo. Geralmente, essas encarnações se dão de forma compulsória, sem a aquiescência do espírito encarnante, mas a discussão mais detalhada sobre esse assunto implicaria em delongar mais o nosso trabalho, o que não é o nosso objetivo.

Desejamos aqui apenas ressaltar a importância do conhecimento das finalidades da reencarnação para que possamos efetivamente aplicá-las em nossas vidas, em todas as suas nuances. Expiando nossas faltas, aprendendo com as provas a que somos submetidos, cumprindo rigorosamente a missão (tarefa) a que nos propomos na pátria espiritual, colaborando na grande obra da criação e desenvolvendo nossa inteligência, estaremos dando largos passos a caminho da evolução e, conseqüentemente, da nossa própria felicidade.

Que o bondoso Mestre Jesus possa nos amparar diante dessa caminhada, para que os fardos pesados se tornem mais leves e suportáveis em nossa atual existência.

julho de 2004

gallinarofabio@aol.com

http://www.portaldoespirito.com.br/portal/artigos/diversos/reencarne/finalidades-da-reencarnacao.html

quarta-feira, 26 de maio de 2010

sugestões de aulas

- GAROTO MÉDICO
-SIAMESAS

segunda-feira, 17 de maio de 2010

AULA REENCARNAÇÃO

http://juventudespirita.webs.com/aulareencarnao.htm

Aula: Reencarnação

Evangelizadora: Soraia Martins

Atividade de Integração

Expor que o grupo encontra-se em um navio, solicitando que todos ocupem seus devidos lugares, sentados em cadeiras, num círculo. A viagem inicia, eis que o evangelizador grita “Olá à direita”! - todos mudam de lugar no sentido da direita; depois “Olá á esquerda”! , para a esquerda; várias vezes, e mais raramente grita “Tempestade!” quando todos devem mudar de lugar atravessando o círculo. Continua a brincadeira por algum tempo.

ESSA ATIVIDADE REPRESENTA A INTRODUÇÃO AO ASSUNTO TRABALHADO



Sugestão para aplicação do conteúdo doutrinário



1o. Momento:

Continuando a atividade anterior, esclarecer que houve um naufrágio e passageiros e tripulantes foram divididos em 4 balsas. À deriva no mar serão conduzidos a reflexões baseadas no anexo 1

2o. Momento:

Foram salvos, foram resgatados, contudo, em troca de abrigo, foi lhes solicitado uma missão:
Estudar os seguintes textos e refletir sobre seu conteúdo

Grupo 1 à anexo 2 - Idéias Inatas

Grupo 2 à anexo 3 - Memória espontânea

Grupo 3 à anexo 4 - Regressão de memória

Grupo 4 à anexo 5 - Só a reencarnação explica

3 o. Momento:

Apresentar para os demais

4 o. Momento:

Refletir com os jovens que a reencarnação é oportunidade de aprendizado, assim, agora, irão re-programar sua volta ao continente como se fosse uma vida nova, uma nova reencarnação. Para tanto, individualmente, ao som de uma música suave responderão o anexo 6

5 o. Momento:

Encerrar esclarecendo que as respostas dadas serão indício tranqüilidade ou de que algo precisa ser mudado . O quê?

6 o. Momento: ( atividade complementar, caso haja sobrado tempo)

Cantar a música “Epitáfio” da banda Titãs



Tempo



15 ´ à Atividade de integração

15 ´ à 10. momento

20 ´ à 20. momento

20 ´ à 30. momento

15´ à 40. momento

05 ´ à 50. momento

05´ à 6º. momento



Material



Aparelho de som - COM PILHAS

Cd com música suave e “Epitáfio”

Cadeiras

Cópias do anexo 1,2,3,4 e 5 para os grupos

Cópias do anexo 6 para todos, individuais

Canetas ou lápis





ANEXO 1



1- Temos sabido aproveitar a oportunidade reencarnatória?

2- Temos “aproveitado a vida” com saúde do corpo e nobreza da alma?

3- Caso desencarnemos nesse episódio, nos sentimos prontos para o retorno ao mundo espiritual?

4- O que deixamos de fazer e que poderíamos ter feito?

5- Dissemos todos os “Eu te amo” que deveríamos?

6- Agradecemos e ou reconhecemos a dedicação de pais, amigos, professores?

Temos consciência e gratidão pelo alimento, pelo lar, pelo vestuário mesmo que modestos?



ANEXO 2 - idéias inatas







Esta foto tirada há poucos meses, reproduzida por vários jornais da América do Norte e também do Brasil (Brasília, Pernambuco, etc.), aparece o menino mexicano de 6 anos, Maximiliano Arellano, fazendo uma palestra (durou 45 minutos) sobre Osteoporose, na Universidade Autônoma do México, para os médicos. Na foto vê-se o auditório lotado por médicos (de roupa branca) ouvindo atentamente a preleção de Maximiliano. Como o púlpito era muito alto, ele teve que subir numa cadeira. Sua prematura memória e conhecimento eclodiram aos 2 anos, mas sua mãe, Sra. Alejandra de Noé, além do interesse do filho por ciência médica, esclareceu que ele tem também passatempos de crianças comuns (video game, natação, etc.). Maximiliano já fez palestra até sobre Anatomia Cardiovascular. Os pais (nenhum deles é médico; ele tem um irmão de 10 meses) estão em entendimento com a diretoria da citada Universidade para tentar incluí-lo nos cursos da mesma. O diretor da Faculdade de Medicina, Roberto Camacho, disse que Maximiliano fala de Fisiopatologia com o linguajar de um residente. Este fato interessa muito aos espíritas, pois idéias inatas são indício de um conhecimento espiritual anterior. Não há como explicar que Maximiliano, de 6 anos, possa fazer palestra para médicos na Universidade, senão admitindo que ele tenha adquirido conhecimentos em vidas passadas. Bom que se diga que isto nada tem a ver com genialidade, mas apenas que seu conhecimento anterior está se manifestando precocemente. Se o diretor da Faculdade reconheceu que Maximiliano fala com linguajar de um residente; então seria o mesmo que um residente fazer palestra na Universidade, o que nada teria de estranho. Mas, no caso, quem está palestrando é um menino que revela conhecimento de adulto. Se ele não for estimulado a desenvolver seus conhecimentos, invariavelmente ocorre que quando vier a fase adulta acabará toda a curiosidade, pois o seu conhecimento será o mesmo de um residente de Medicina.
De qualquer forma, fatos como este servem para que vejam os que têm olhos de ver!



ANEXO 3 - memória espontânea

Vejamos a seguir um caso extraído do livro VIDA PRETÉRITA E FUTURA – um impressionante estudo sobre a reencarnação do Dr. Banerjee.



CASO DE REENCARNAÇÂO NA TURQUIA

Dentre os muitos casos de reencarnação que tenho es­tudado, merece ser mencionado aqui o de um menino tur­co, de quatro anos de idade, que, de repente, começou a falar sobre sua vida anterior e descreveu-a com impressio­nantes detalhes. Quando levado ao local do seu nascimento anterior, não apenas localizou a casa em que morara a pessoa, com quem ele se associava, como reconheceu os pa­rentes e amigos daquela pessoa.

"- Estou cansado de morar aqui. Quero voltar para minha casa e meus filhos." Não se trata aqui do lamento de um velho, distante do lar, mas de uma criança - Ismail Altinklish.

Ismail nasceu em 1956. Seu pai trabalhava como co­merciante de secos e molhados na cidade de Adana, Tur­quia. Já na idade de um ano e oito meses, ele balbuciava a respeito de sua vida anterior. Ismail afirmava que, numa outra vida, ele tinha sido Abeit Suzulmus, homem que fora assassinado. O menino tinha uma cicatriz de nascimento na cabeça, a qual, segundo afirmação da mãe, persistiu até 1962. Abeit Suzulmus fora morto por uma pancada na ca­beça.

Abeit Suzulmus foi um próspero jardineiro que viveu em Bahchehe, distrito da cidade de Adana, Visto que sua primeira esposa, Hatice, não podia ser mãe, ele separou-se dela e casou-se outra vez. Teve muitos filhos com a segun­da esposa, Sahida. Entretanto, Abeit continuou a dar assis­tência a Hatice, que vivia numa casa, na propriedade dele, perto daquela em que vivia com Sahida e seus filhos.

Abeit Suzulmus empregara muitos trabalhadores de uma outra cidade em seu jardim. Certo dia, por razões ain­da não esclarecidas, os trabalhadores levaram-no a um está­bulo, onde o assassinaram, espancando-o com uma barra de ferro. Ouvindo os gritos, Sahida e duas de suas crianças se precipitaram para o local da cena. Os assassinos também is mataram, e fugiram. Uma semana depois os criminosos foram capturados, julgados e condenados.

Ismail repetidamente pedia a seus pais que o deixas­sem visitar a casa de Abeit. A princípio recusaram, na esperança de que isso fizesse com que o menino esquecesse seus pedidos. Mais tarde, entretanto, a conselho de um amigo, Erol Erk, os pais acederam às solicitações do menino. Ismail, que na época tinha apenas três anos de idade, indicou a caminho para a casa de Abeit, que se situava aproximada­nente mil e duzentos metros do local em que ele residia. Ao chegar, reconheceu, para espanto de. seus pais, que o acompanhavam, todas as pessoas.e objetos que foram familiares a Abeit. Subseqüentemente, uma das filhas de Abeit visitou Ismail. Após conversarem durante horas, ela ficou firme­nente convencida de que ele era seu pai renascido.

Ismail pensava constantemente em sua antiga família. Isso tornou-se problema para os pais. Em certa ocasião, quando Mehemet Altiriklish, pai de Ismail, comprou algumas melancias, o menino quis a maior delas para dar à "sua" filha, Gulsarin. A recusa do pai levou Ismail a profundo choro. Na verdade, Mehemet não era homem rico e, naturalmente, não podia dar-se ao luxo de presentear a família anterior de seu filho.

Às vezes, Ismail comportava-se como um adulto, e seus pais acreditavam ser ele dotado de uma inteligência su­perior à das outras crianças. Também diziam que ele, escondido, tomava raki, bebida turca de forte conteúdo al­coólico. Abeit também era conhecido como grande aprecia­dor de raki.

Um vendedor de sorvetes, de nome Mehmet, passou pe­la casa de Ismail. Quando este o viu, aproximou-se dele e perguntou-lhe se o reconhecia. O vendedor de sorvetes res­pondeu que não, então Ismail disse-lhe: "Você se esqueceu de mim. Sou Abeit. Antigamente, você vendia melancias e verduras." O homem concordou que ele estava certo e, de­pois de um longo papo com o menino, se convenceu de que estava diante de Abeit renascido. Quando Ismail percebeu que seu pai ia pagar alguns sorvetes que comprara, interfe­riu dizendo: "Não pague os sorvetes, pai. Ele ainda me deve dinheiro pelas melancias que lhe entreguei." Mehmet, então, confirmou que ele ainda estava em débito com Abeit.

O caso de Ismail será uma fraude? Ou não? Várias considerações vêm-nos à mente. Primeiro, temos que consi­derar que o caso ocorreu numa família muçulmana e os muçulmanos não acreditam na reencarnação. Segundo, a famí­lia de Ismail nunca quis dar publicidade ao caso. Ao con­trário, eles sempre a evitaram. Na verdade, Mehemet Altinklish sempre considerou todas as investigações como uma intrusão descabida em sua vida particular. Além disso, ele e sua família estão sempre preocupados com a possibilidade de o menino retornar à sua família anterior.

Será possível que Mehemet Altinklish tenha feito uma trama com o menino para realizar uma fraude, visto que uma vez ele trabalhou para Abeit Suzulmus e conhecia mui­to a respeito da família dele? Esta hipótese pode ser descar­tada, porque, segundo informantes independentes, Mehemet não tinha conhecimento algum sobre os fatos mencionados por Ismail a respeito de Abeit. Nem tampouco a criptomné­sia pode ser sugerida como uma explicação, porque ela não justifica as intensas emoções de Ismail ao reconhecer os membros da família Abeit.



ANEXO 4- regressão de memória



Vejamos a seguir um caso de regressão de memória em sessão de terapia relatado por PATRICK DROUOT, terapeuta transpessoal em Paris-França que tem uma larga experiência com a terapia de vidas passadas. Autor dos Livros Nós Somos Todos Imortais e Reencarnação e Imortalidade - Das Vidas Passadas às Vidas Futuras)

(...) Jean sai da floresta. O sol está se pondo no horizonte. Ele caçou o dia todo, como o faz habitualmente. É tempo de regressar à velha casa familiar, da qual percebe os contornos além das colinas. Ela foi construída no século Xll pelos seus antepassados, meio barões e meio salteadores, que retornaram da Terra Santa. Seus descendentes, pouco a pouco, ampliaram o solar.

Jean esporeia seu cavalo. Ele tem pressa em chegar. A contornar uma colina tem a impressão de ouvir um rumor proveniente da casa. Ele se aproxima. Distingue, agora, uma multidão ao redor da morada. Uma multidão excitada. Camponeses armados de forcados, constata Jean, que galopa a rédea solta, com os olhos cravados no que ocorre. A metade do pátio está invadida. Há corpos caídos por terra. Arrasta-se uma mulher pelos cabelos... O coração de Jean bate mais forte: é sua mulher que os camponeses maltratam! Eles a estão matando! Que pode ele fazer? Ele está só. Os poucos homens armados, que lhe restavam ainda há pouco foram mortos e os servidores que permanecem na casa são todos velhos. Pelo menos tentará salvar a sua pequena filha. Ele contorna a casa e deixa seu cavalo no meio da mata onde, escondida na vegetação, se abre uma passagem subterrânea que conduz ao castelo pela galeria, depois pelos aposentos do castelo, se apossa da menina em lágrimas e retorna pelo mesmo caminho. Lá fora ouve os gritos de sua mulher e da multidão enraivecida. Quando alcançam o ar livre, na mata, lá no pátio o drama terminara. A mulher de Jean jaz sobre a relva, ensangüentada. Assassinada pelos camponeses em fúria, sem que ele nada tenha podido fazer. Dominado pelo ódio e pela tristeza, Jean vai a galope com sua filha até o refúgio num castelo vizinho e amigo. Organiza-se uma expedição, a fim de encontrar os culpados, que foram punidos. Jean, além de perder a esposa que amava, era criticado pela filha. Ao longo do caminho durante a fuga dos dois, a filha gritava ser preciso procurar a mãe que não deviam salvar-se sem ela. Instalada no castelo vizinho, continuava a nutrir rancor e ressentimento ao pai. Mais tarde, já crescida, acusava-o de ter sido covarde.

Jean sabia que não se acovardara. Entretanto, não encontrava mais prazer na vida. Partiu para combater. Havia muito o que fazer no século XVI, agitado por guerras incessantes. Morreu como queria, alguns anos mais tarde, no campo de batalha, sempre guardando no coração a dor de ter perdido sua mulher.

No princípio dos anos setenta, ele a reencontrou assim com a filha. Perto de quatrocentos anos mais tarde. Jean e a mulher se reencontraram em Paris. Eram, então, Robert e Jeanne, se amaram e se casaram rapidamente. Ignoravam, é claro - em todo o caso conscientemente -, que já se haviam conhecido, até que Robert/Jeanne o descobre numa viagem nas vidas anteriores.

Isso é comum. As pessoas que se amaram no passado quase sempre se reencontram em outras vidas. Este é um dos aspectos emocionantes das pesquisas sobre as vidas passadas.

As pessoas com as quais você sente um elo poderoso em sua existência estiveram próximas numa (ou numas) outra vida. Podem ter sido parentes, amigos, amantes, mas se você sente uma ligação profunda com outro ser, se essa pessoa é como um prolongamento de você mesmo, há grandes possibilidades de que se tenham

amado, vivido, caminhado, sofrido e rido juntos, em outro tempo, em outro lugar, sob outra forma física. O amor é uma vibração fundamental a mais poderosa do Universo. É ele que faz girar os astros, subir a seiva nas árvores e desenvolver as crianças. O amor é infinito e eterno. Da mesma forma é o amor que une dois seres humanos: assim foi e assim será. Nem o tempo, nem o espaço, nem a morte podem separar aqueles que se conheceram e continuam a se encontrar através dos séculos. Todos os que, em estado de expansão de consciência, revivem uma união antiga com o companheiro ou companheira na vida presente, sentem e exprimem, com vigor, o quanto este amor encarnado é pálida cópia da comunhão entre suas almas no mundo do além.

O contrário também ocorre. Lembro-me de um casal do leste da França. Estavam casados há dez anos. Tinham dois filhos e viviam, desde que se conheceram, uma curiosa relação de "ódio-amor". Eu os conduzi a uma regressão em comum nas vidas passadas, o que faço muito raramente, na qual reencontraram uma vida na Roma antiga, onde se amavam. Ele era nobre e ela sua escrava. Ele a seduzira e, dessa relação culposa, nasceu uma criança que acabou sendo jogada num poço, pela própria mãe. Ignoro quantas vidas comuns teriam vivido juntos desde Roma, mas é óbvio que restava, entre eles, seqüelas do primeiro encontro. Compreender o fato ajudou-os a superar os efeitos negativos dessa relação, aprofundando os laços que os uniam.

Alguns seres que se amaram e se magoaram no passado continuam a se magoar hoje em dia. É que ainda precisam aprender e compreender, a fim de evoluir. Outros atingiram juntos o ponto do não retorno. Estes aprenderão alhures, ao lado de outros seres, o que é a vibração essencial do Amor. Outros, ainda se procuram. Mas todos, seja qual for o caminho particular e o estágio de evolução, são chamados a superar seus medos para aprender a amar. É esse o objetivo da nossa existência, e é a procura do amor incondicional que nos induz a renascer continuamente, revestindo-nos, sem cessar, do corpo humano. A maior parte das pessoas não tem consciência disso. Entretanto, muitos procuram desesperadamente o sentido da sua existência.



ANEXO 5 - só a reencarnação explica





As anomalias congênitas são singularidades que desafiam a compreensão humana acerca da justiça divina. Não obstante, a doutrina da reencarnação esclarece estes e outros fatos, compatilizando a noção da perfeita bondade e justiça de Deus com a existência da dor e a natureza das desigualdades. Gêmeos unidos, chamados genérica e imprecisamente de xifópagos despertam a atenção de todos, bem como conjecturas nos que já compreendem a reencarnação como o mecanismo necessário para o contínuo progresso dos Espíritos.



Tais casos constituem uma rara anomalia congênita, decorrente de falha no processo de desenvolvimento embriológico. Aparecem somente em gêmeos homozigóticos, isto é, originários de um único ovo, o qual decorre da união de um espermatozóide com o óvulo materno.
Conforme o local em que persiste a união, nos fetos e nascituros, recebem o nome de craniópagos (no crânio), tocacópagos (no tórax), isquiópagos (no quadril) e xifópagos (no apêndice xifóide). A maior frequência reside nos toracópagos (40 por cento), vindo logo a seguir os xifópagos propriamente ditos (34 e quatro por cento). A incidência dessas anomalias ocorre na proporção de um caso para cada 50.000 a 200.000 gestações.

As causas ainda não estão estabelecidas. Dentre outras, levantam-se as hipóteses de fatores genéticos e fatores teratogênicos, como drogas, toxernia, idade e nutrição materna, possíveis doenças da mãe, etc.

Na Bahia, vamos encontrar um caso peculiar deste gênero, as irmãs Nadir e Juracir, tinham duas cabeças, duas caixas toráxicas, quatro braços, duas pernas e um só abdômen e nutriam violenta ojeriza uma pela outra, o que certamente contribuiu para o agravamento de suas dívidas.
Outro caso, mais recente, é o das irmãs Blazeck, que nasceram tendo um só reto, uma só vagina e úteros separados. Rosa, uma das irmãs, concebeu, teve gestação normal e veio a dar a luz na época certa. A outra irmã, Josefa, não sentiu dores durante o parto, mas tal qual a sua gêmea, teve apojadura (afluência de leite aos seios).







EXPLICAÇÃO ESPÍRITA

Do ponto de vista reencarnatório, que razões levariam a justiça divina a permitir tais hediondas aberrações? Por que estes seres necessitariam permanecer jungidos biologicamente, compartilhando órgãos e funções orgânicas, o que é de mais íntimo e pessoal no espírito encarnado?

As respostas poderiam ser diversas, porquanto tal experiência poderia servir para educar os espíritos em inúmeras circunstâncias. De uma maneira geral, como nos elucida "O Livro dos Espíritos" (questões números 211, 212 e 213), a gemelaridade é aproveitada pelos espíritos muito afins ou simpáticos (no caso dos siameses, é claro, a experiência é uma prova ou expiação de rude aspecto que ambos aceitam cumprir juntos), ou, contrariamente, o fenômeno pode ser recurso extremo para promover a reaproximação entre espíritos muito antagônicos entre si.

Assim, é natural que se conclua serem os gêmeos unidos reencarnações expiatórias, resultantes de aversões e ódios seculares. Aqui a simbiose orgânica e o mesmo patrimônio genético cuidam de harmonizar vibrações mutuamente aversivas. Estando num "mesmo barco" reencarnatório e compartilhando partes do corpo físico, os espíritos hão de acordar, sob pena de parecerem ou de se autodestruirem. De qualquer forma estão condenados a juntos permanecerem, pela vida e pela morte.

Outras razões possíveis seriam casos de espíritos que levaram a simbiose psíquica às últimas conseqüências, reparando agora, na carne, a patologia da função egoística ou, ainda, aqueles espíritos desprovidos de senso de limites, que invadiam patologicamente os limites e direitos naturais do próximo. Psicopatas insensíveis e destituídos de qualquer princípio ético estão incluídos nesta categoria.

Cada espírito tem o destino que merece, ou melhor, de que necessita, pois não é outra a finalidade da reencarnação senão o aperfeiçoamento espiritual.
E neste grande plano educacional, para a Humanidade, a dor, por enquanto, é indispensável recurso instrucional, despertando a Consciência individual e coletiva para os valores reais do espírito, consubstanciados nos princípios de ordem moral e na sabedoria que transcende a simples aquisição de conhecimentos intelectivos.

Fonte: Luiz Antônio de Paiva – Revista Espírita Allan Kardec



ANEXO 6



Programa reencarnatório do(a): .............................