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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

OS EXILADOS DA CAPELA





http://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Exilados_da_Capela
Os Exilados da Capela é um livro de 1949, de autoria de Edgard Armond, que foi secretário-geral da Federação Espírita do Estado de São Paulo.
A obra faz parte de uma trilogia que pretende descrever "História Espiritual da Humanidade", da qual fazem parte ainda os títulos "Na Cortina do Tempo" e "Almas Afins".
Nos "Exilados" o autor pressupõe a existência de uma civilização muito desenvolvida, moral e intelectualmente, que habita algum planeta em órbita de Capella, estrela da constelação do Cocheiro.
Um grupo de capelinos não teria correspondido à evolução moral dessa civilização e seus espíritos teriam sido banidos para o planeta Terra há cerca de 5.000 anos, dando início à jornada civilizacional humana por meio da encarnação dos mesmos.
Devido ao alto grau de conhecimentos que possuíam, se destacaram na matemática, astronomia, arquitetura, agricultura e navegação, deixando obras como as pirâmides do Egito, os jardins suspensos da Babilônia e as edificações maias e astecas, entre outras.

Exilados na Terra
Nathalia Leite
Segundo a crença espírita, milhares de anos atrás, um grupo de seres oriundos de uma estrela longínqua foi degredado para o nosso planeta. Algumas tradições afirmam que essa estrela se chama Capela e, desde a chegada desses seres, ocorreram profundas transformações, delineando novos rumos para a civilização que começava a se formar no globo terrestre.
Já entramos no terceiro milênio, e começamos a experimentar as turbulentas manifestações do expurgo a que terá de se submeter o planeta Terra para atingir sua nova fase evolutiva. Para a doutrina espírita kardecista, esta é uma fase de mudanças; ela explica que os espíritos aqui instalados passaram por terríveis provações e adversidades ao longo de inúmeras encarnações, e todos tiveram o apanágio do livre-arbítrio. Muitos aprimoraram a inteligência, em detrimento do amor incondicional; outros se tornaram seres amáveis e humildes, mas intelectualmente atrofiados. Enfim, todos seguiram por caminhos diferentes, mas tiveram oportunidades para aprender as mesmas lições.
Muitos acreditam que, chegado o fim deste ciclo de expiações e provas, os espíritos cujos corações continuam bloqueados pela presença da maldade, não poderão acompanhar os demais, que se encontram em estágio superior e, dessa forma, não poderão compartilhar da nova fase de regeneração. Teoricamente, eles irão constituir a nova leva de seres que serão deportados para outro orbe, inferior a este, para se misturarem às raças autóctones locais, passarem por novas dificuldades e edificarem uma nova civilização, até que alcancem o nível evolutivo de sua nação terráquea.
Da mesma forma, acredita-se que há milhares de anos, quando os primatas terrestres começavam a esboçar os primeiros sinais de hominização, tenha ocorrido a vinda dos exilados de Capela.
A Perda do Paraíso
“(...) Depois disse Iahweh Deus: “Se o homem já é como um de nós, versado no Bem e no Mal, que agora ele não estenda a mão e colha também da árvore da vida e coma e viva para sempre! E Iahweh Deus o expulsou do jardim de Éden para cultivar o solo de onde fora tirado. Ele baniu o homem e colocou diante do jardim de Éden, os querubins e a chama da espada fulgurante para guardar o caminho da árvore da vida”. (Gênesis, Cap. 3, Vs 22-24. Bíblia de Jerusalém, Paulus, 2002)
Esse episódio do Gênesis, que narra a “perda do paraíso”, é uma das passagens bíblicas mais conhecidas e comentadas. Existem diversas interpretações para esse mito, versões que procuram elucidar as mensagens codificadas pela linguagem alegórica da Bíblia (Gilberto, você vê necessidade de colocar a palavra Bíblia em itálico? Eu tirei.) Os católicos mais ortodoxos defendem que essas histórias são reais, tendo existido, de fato, um casal original que cometeu um pecado, herdado por toda humanidade.
No entanto, semioticistas famosos, como Joseph Campbell, interpretam essa narrativa como o mito da separação do Homem com o Todo Universal, caracterizando a perda do sentimento de unidade com Deus. Para Campbell, o “pecado original” de Adão e Eva foi quebrar essa harmonia plena com a natureza, simbolizada pela árvore do conhecimento, o que resultou na divisão do Todo entre Bem e Mal: a condição de dualidade subjacente a toda e qualquer experiência humana. Campbell acredita que Deus, então, seria a transcendência alcançada pelo Homem quando vence seus medos e seus desejos – a dupla de querubins que guardam a árvore da vida – e atinge a Imortalidade ou a Iluminação do Buda.
Contudo, existe uma outra versão, compartilhada por muitas pessoas no meio espírita. No livro A Caminho da Luz, o espírito Emmanuel diz, no capítulo em que fala sobre a época dos antepassados do homem: “Onde está Adão com sua queda do paraíso? Debalde nossos olhos procuram, aflitos, essas figuras legendárias, com o propósito de localizá-las no Espaço e no Tempo. Compreendemos, afinal, que Adão e Eva constituem uma lembrança dos Espíritos degredados na paisagem obscura da Terra, como Caim e Abel são dois símbolos para a personalidade das criaturas”.
Em concordância com essa explicação, o livro Os Exilados da Capela, escrito por Edgar Armond – esotérico que se converteu ao espiritismo –, também interpreta esse conto bíblico como um relato das reminiscências de um povo que, há muito tempo, foi exilado de um lugar maravilhoso, onde a evolução daquela humanidade atingia níveis morais e intelectuais inconcebíveis pela imaginação terráquea.
A grosso modo, Armond divide a história humana em três ciclos. O primeiro "(...) começa no ponto em que os Prepostos de Cristo, já havendo determinado os tipos dos seres dos três reinos inferiores e terminado as experimentações fundamentais para a criação do (...) tipo de transição entre os reinos animal e humano, apresentaram, como espécime-padrão, adequado às condições de vida no planeta, esta forma corporal (...). O ciclo prossegue com a evolução, no astral do planeta, dos espíritos que formaram a 1ª Raça-Mãe; depois com a encarnação dos homens primitivos na 2ª Raça-Mãe, suas sucessivas gerações e selecionamentos periódicos para aperfeiçoamentos etnográficos; na 3ª e 4ª, com a emigração de espíritos vindos da Capela; corrupção moral subseqüente e expurgo da Terra com os cataclismos que a tradição espiritual registra".
O segundo ciclo "(...) inicia-se com as massas sobreviventes desses cataclismos; atravessa toda a fase consumida com a formação de novas e mais adiantadas sociedades humanas e termina com a vinda do Messias Redentor". E o terceiro "(...) começa no Gólgota, com o último ato do sacrifício do Divino Mestre e vem até nossos dias, devendo encerrar-se com o advento do Terceiro Milênio, em pleno Aquário, quando a humanidade sofrerá novo expurgo – que é o predito por Jesus, nos seus ensinos, anunciado desde antes pelos Profetas hebreus, simbolizado por João no Apocalipse e confirmado pelos porta-vozes da Terceira Revelação – época em que se iniciará na Terra um período de vida moral mais perfeito, para tornar realidade os ensinamentos contidos nos evangelhos cristãos”.
Aprendizado na Terra
Segundo afirma Emmanuel no livro A Caminho da Luz, haveria uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos estariam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias. Esses “obreiros” de Jesus seriam os responsáveis pela Criação do orbe terrestre e pela evolução dos seres que aqui se desenvolveram. Emmanuel explica que há muitos milênios, um dos orbes da Capela – que guarda muitas afinidades com o globo terrestre –, atingiu a culminância de um de seus ciclos evolutivos. Viviam ali povos já purificados física e moralmente, coexistindo com legiões de espíritos rebeldes e atrasados, não havendo mais sentido em continuarem habitando o mesmo espaço. Nessa etapa de transição, ocorreu o que chamamos de “separação do joio e do trigo”, tal como está começando a ocorrer aqui na Terra.
As grandes comunidades espirituais diretoras do Cosmos deliberaram o exílio desses espíritos aqui na Terra, onde, afirma Emmanuel, “aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração e impulsionando, simultaneamente, o progresso dos seus irmãos inferiores”.
Estes “irmãos” aos quais Emmanuel se refere eram os homens primitivos, que caracterizaram a transição do reino animal para o hominal, configurando as raças autóctones que ficaram conhecidas no meio espiritualista como “pré-adâmicas”, ou seja, anteriores à vinda de Adão.
Para Amauri Costa, coordenador do curso de evangelização do Centro Espírita A Luz Divina, a melhor analogia para esse processo evolutivo de trânsito entre mundos é o método aplicado por nossas escolas. “O aluno, quando está atrasado em relação ao resto da classe, é retirado e posto numa outra sala para fazer recuperação, e lá ele irá encontrar outros alunos que estão no mesmo nível que ele ou num grau de aprendizagem inferior, até podendo ajudá-los a melhorar”, diz Amauri, exemplificando o que ocorre no Universo com toda a Criação. “É uma situação drástica, porque o natural seria que todos se desenvolvessem ao mesmo tempo e caminhassem juntos, mas cada um escolhe o caminho que quer seguir”, observa.
Aqui, portanto, caberia a máxima de que “todos os caminhos levam a Deus”, embora alguns sejam mais longos e dolorosos. Emmanuel explica que todos os seres foram criados para se tornarem entidades angelicais, e que todos os homens primitivos se tornarão anjos; alguns mais cedo, outros, mais tarde.
Amauri acredita que o final dos grandes ciclos se dá pelo esgotamento das possibilidades e dos recursos planetários, havendo a necessidade de uma mudança no perispírito humano, de modo que consiga sobreviver nas novas condições naturais. “O que vai mudar não é o planeta, mas o ser humano, que, por sua evolução moral e intelectual, se tornará mais leve e adequado às condições do planeta. É o que ocorre com a Terra, que está se tornando cada vez mais um lugar inóspito para se viver. Daqui a pouco, não haverá como existir num ambiente tão degradado, considerando nossa atual constituição física”. Ele explica que, por essa razão, não havia mais possibilidade daqueles espíritos cheios de iniqüidades continuarem vivendo em Capela, mesmo porque seus atrasados perispíritos não mais correspondiam à nova realidade física do orbe.Assim, esses espíritos desterrados teriam concorrido para a formação da raça humana, para o seu desenvolvimento e sua evolução, da mesma forma que o aluno atrasado de que fala Amauri, ajudando seus novos colegas que estão em estágio inferior.
A descida desses espíritos, segundo Edgar Armond, teria sido simbolizada na Bíblia pelo surgimento de Adão e Eva no planeta, cuja descendência – Caim, Abel e Seth – seria uma representação dos perfis de espíritos que encarnaram no globo, provenientes de Capela. Caim e Abel, desse modo, personificam as duas tendências de caráter dessas legiões emigradas que, em parte, eram formadas por “espíritos rebeldes, violentos e orgulhosos”, que ficaram por muito tempo na terra cultivando o solo, até que se redimissem de seus erros; e, por outra, por espíritos cujo temperamento mais pacífico e submisso às vontades de Deus os fez voltar logo ao orbe de origem.
Já Seth foi gerado à imagem e semelhança de Adão, e constituiu a corrente familiar que chegou até Noé, sendo, então, a única “linhagem” sobrevivente ao dilúvio. É interessante lembrar, também, que Enós, primeiro filho de Seth, foi o primeiro a invocar o nome de Iahweh Deus, segundo conta a Bíblia, o que poderia ilustrar a crença de que esses povos foram os responsáveis pelo despertar da espiritualidade nos ignorantes e primitivos homens terrestres. Seth representaria, então, a raça que semeou a chama divina nos corações dos homens, progrediu, sobreviveu ao cataclisma por vontade de Deus e deu origem à atual humanidade.
Os Quatro Grandes Povos
Emmanuel não fala em ordenação de raças, mas explica que as atuais raças brancas são descendentes daquelas oriundas de Capela, que encarnaram nos principais locais terrestres, onde as concentrações de tribos primitivas eram mais numerosas e evoluídas, e aí se misturaram aos terráqueos. A maioria, prossegue Emmanuel, estabeleceu-se na Ásia, de onde atravessou o istmo de Suez para a África, na região do Egito, encaminhando-se igualmente para a Atlântida. “Grande percentagem daqueles Espíritos rebeldes, com muitas exceções, só puderam voltar ao país da luz e da verdade depois de muitos séculos de sofrimentos expiatórios; outros, porém, infelizes e retrógrados, permanecem ainda na Terra, nos dias que correm, contrariando a regra geral, em virtude do seu elevado passivo de débitos clamorosos”, conclui Emmanuel.
Essas raças adâmicas teriam se reunido, de acordo com suas afinidades sentimentais e lingüísticas, em quatro grandes povos da antiguidade: a civilização do Egito, o grupo dos árias, o povo de Israel e as castas da Índia.
Os egípcios eram os que traziam mais vivas na memória as lembranças da antiga morada. Formaram a civilização mais evoluída e que menos débitos tinha no tribunal da Justiça Divina. Como espíritos possuidores de insondáveis segredos a respeito da vida e da morte, logo saldaram suas “dívidas” e regressaram a Capela, tendo muitos deles permanecido no astral terrestre com o intuito de contribuir para a evolução da humanidade, reencarnando periodicamente.
Às margens do Rio Ganges, formou-se a civilização hindu, formada pelos arianos puros. Apesar de seus elevados conhecimentos espirituais, dos quais provém grande parte da sabedoria espiritual do mundo de hoje, a civilização hindu espalhou-se pela região dominando os autóctones descendentes dos “primatas”, que possuíam uma pele escura, dos quais se diferenciavam física e psiquicamente. Os que ficaram na Índia organizaram uma sociedade de castas, que não se constituía num sentido apenas hierárquico, mas com a significação de uma superioridade orgulhosa e absoluta. Em vez de se integrarem às raças locais, impulsionando sua evolução de maneira humilde, os arianos da Índia viram nos aborígenes os párias da sociedade, a ralé de todos os seres.
Outra parte dos árias asiáticos, formada na sua maioria por espíritos descontentes e revoltados com as condições de seu degredo, migrou para outras terras à procura de novas emoções. Deles descenderam as famílias indo-européias como a sociedade dos gregos, eslavos, celtas, germanos e latinos. Se, por um lado, estabeleceram as bases da propriedade privada, que gerou tantos conflitos até os dias de hoje, por outro lado sua maior virtude foi a assimilação de elementos de todas as tribos que foram encontrando pelo caminho.
Diz Emmanuel que, de todos os espíritos degredados na Terra, foram os hebreus que constituíram a raça mais forte e homogênea, mantendo inalterados os seus caracteres através de todas as mutações. No entanto, à semelhança do povo hindu, o paradoxo da comunidade de Israel foia grandeza de sua fé na existência do Deus único em proporção ao seu orgulho e seu sentimento de superioridade espiritual.
Controvérsia
Entre as correntes espiritualistas e espíritas propriamente ditas, ainda existem muitas versões e divergências no que diz respeito às raças que povoaram a Terra; de onde vieram, de que maneira, para onde foram, e a ordem cronológica em que os fatos se deram.
O que deveria ser apenas uma discussão de idéias e de suposições – afinal, como se sabe, há mais mistérios entre o Céu e a Terra do que pode supor nossa vã filosofia – chega a se transformar numa luta de egos, uns querendo impor suas opiniões e verdades aos outros.
O que se depreende de todas essas histórias – relatadas de formas diferentes por inúmeros povos ao redor do globo –, é que a evolução é o destino inexorável do ser humano, do qual ninguém pode escapar. Jesus, ao longo de sua encarnação na Terra, só nos falou sobre amor, paz e igualdade. Sabia que, se nem mesmo essas mensagens ainda haviam sido compreendidas pelos humanos, o que dizer das extensas e complexas explicações sobre as transmigrações planetárias?
http://www.espirito.org.br/portal/publicacoes/esp-ciencia/003/capela.html
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INTRODUÇÃO
A Constelação do Cocheiro apresenta uma grande estrela que recebeu o nome de Cabra ou CAPELA. A constelação é formada por um grupo de várias estrelas com grandezas diferentes, entre as quais se encontra CAPELA, que é de primeira grandeza, ou seja, a alfa da Constelaçao.
CAPELA é muitas vezes maior que o nosso Sol e se ele trocasse de lugar com Capela, nós mal o perceberíamos devido á distância que nos separa do Cocheiro. A constelação do Cocheiro dista cerca de 45 anos-luz da Terra, que transformados em quilômetros nos levaria ao número 4.527 seguido de 11 zeros,.
CAPELA está situada no hemisfério boreal e limitada pelas constelações da Girafa, Perseu e Lince, e, quanto ao Zodíaco, sua posição é entre Gêmeos e Touro.
Conhecida desde a antigüidade, CAPELA é uma estrela gasosa, de matéria tão fluiídica que sua densidade pode ser confundida com a do ar que respiramos, segundo afirmou o astrônomo e físico inglês Arthur Stanley Eddigton (1882-1944).
A caminhada do homem em seu processo evolutivo tem sido longa e árdua. Para atingir o complexo de suas perfeições biológicas na Terra, teve o concurso de Espíritos exilados de um mundo melhor para o orbe terráqueo, Espíritos esses que se convencionou chamar de componentes da raça adâmica, que foram em tempos remotíssimos desterrados para as sombras e para as regiões selvagens da Terra, porque a evolução espiritual do mundo em que viviam não mais a tolerava, em virtude de suas reincidências no mal.
Naquela época a Terra era habitada pelos "Primata hominus", vivendo dento de cavernas, usando instrumentos de sílex e por seu aspecto se aproximavam bastante do "Pithecantropus erectus". Foram então, as entidades espirituais que levando em consideração a necessidade de evolução do planeta, imprimiram um novo fator de organização às raças primigênias, dotando-as de novas combinações biológicas, visando o aperfeiçoamento do organismo humano. Quando essa operação transformadora se consumou fora da Terra, no astral planetário ou em algum mundo vizinho, estava criada a raça humana, com todas as características e atributos inciais, a PRIMEIRA RAÇA-MÃE, que a tradição espiritual oriental definiu como : "espíritos ainda inconscientes, habitando corpos fluídicos, pouco consistentes".
A SEGUNDA RAÇA-MÃE o planeta já se encontrava no final do seu terceiro período geológico, e já oferecia condições de vida favoráveis para seres humanos encarnados, uma vez que o trabalho de integração de espíritos animalizados nos corpos fluídicos já se processara. A SEGUNDA RAÇA- MÃE é descrita pela tradição esotérica como : "espíritos habitando formas mais consistentes, já possuidores de mais lucidez e personalaidade", porém ainda não fisicamente humanos. Esta segunda raça deve ser considerada como pré-adâmica. Eram ainda grotescos como seus antecessores símios, animilizados, peludos, enormes cabeças pendentes para a frente, braços longoss que quase tocavam os joelhos, andar trôpego e vacilante e olhas inexpressivo, onde predominavam a desconfiança e o medo. Alimentavam-se de frutas e raízes; viviam isolados, escondidos nas matas e rochas, fugindo uns dos outros. Não havia ainda laços de afetividade entre eles e procriavam-se indistintamente- ainda não eram humanos.
Sua evolução durou milênios, até que houvesse adaptação ao meio ambiente e um lento e custoso desabrochar da inteligência. Não havia ainda noção de família, não possuindo ainda qualquer noção de construção de abrigos, viviam em grutas e cavernas. Mais, tarde a necessidade de defenderem-se das feras e ou de outros grupos, levou-os a criar laços mais fortes entre aqueles que compartilhavam a mesma caverna ou grupos de cavernas e grutas, vindo assim a surgir a primeira noção de tribo ou grupo familiar. Regras começam a ser estabelecidas para o convívio visando a subsitência, procriação e defesa comum.
Em pleno período quaternário, ocorreu um resfriamento súibito da atmosfera, formando-se geleiras que cobriam a Terra. O homem ainda mal adaptado ao ambiente hostil, teve seus sofrimentos agravados com o frio intenso que adveio. Passou então a cobrir-se com peles de animais que abatia. Foi então que o institnto e as inspirações dos Asistentes Invisíveis levaram o homem à descoberta providencial do fogo. Esse elemento precioso ofereceu ao homem novos recursos de sobrevivência e conforto.
Prosseguindo o homem em sua caminhada evolutiva,, aperfeiçoando-se, deu ensejo ao surgimento da TERCEIRA RAÇA- MÃE, - com características físicas diferentes- porte agigantado, cabeça mais bem conformada e mais ereta, braços mais curtos e pernas mais longas, que caminhavam com mais aprumo e segurança. Em seus olhos surgem aogra mais acentuados lampejos de entendimento. Nasceram eles principalmente na Lemúra e na Ásia, eram nômades, prevalencendo entre eles a lei do mais forte. Porém, formavam já sociedades mais estáveis e numerosas, com chefes ou patriarcas. No que diz respeito ao aspecto religioso, eram ainda absolutamente ignorantes e fetichistas, pois adoravam por temor ou superstição as forças ou fenômenos que não podiam explicar, transformando-os em elementos bons ou maus- a serem idolatrados ou temidos.
Com a identificação de núcleos de homens primitivos já biologicamente apurados e prontos para receber os capelinos, foi iniciada então a série de "reencarnações punitivas " dos capelinos que veio a provocar sensível modificação no ambiente terrestre e o contraste material e intelectual entre os recém-encarnados e os homens , levou estes últimos a considereram os capelinos como super-homens, semideuses e este passaram a dominar os "terrícolas". No entato, o impulso trazido pelos capelinos logo se fez notgar em toda a incipiente civilização terrestre. Cidades começaram ser construídas, costumes mais brandos foram adotados, primeiros rudmentos de leis surgiram, utilização dos metais,etc.
Extraído do livro "Os Exilados da Capela", Edgar Armond, Editora Aliança.
As raças adâmicas- Os Exilados de Capela
O SISTEMA DE CAPELA
Nos mapas zodiacais, que os astrônomos terrestres compulsam em seus estudos, observa-se desenhada uma grande estrela na Constelação do Cocheiro, que recebeu, na Terra, o nome de Cabra ou Capela. Magnífico sol entre os astros que nos são mais vizinhos, ela, na sua trajetória pelo Infinito, faz-se acompanhar, igualmente, da sua família de mundos, cantando as glórias divinas do Ilimitado. A sua luz gasta cerca de 42 anos para chegar à face da Terra, considerando-se, desse modo, a regular distância existente entre a Capela e o nosso planeta, já que a luz percorre o espaço com avelocidade aproximada de 300.000 quilômetros por segundo.
Quase todos os mundos que lhe são dependentes já se purificaram física e moralmente, examinadas as condições de atraso moral da Terra, onde o homem se reconforta com as vísceras dos seus irmãos inferiores, como nas eras pré históricas de sua existência, marcham uns contra os outros ao som de hinos guerreiros, desconhecendo os mais comezinhos princípios de fraternidade e pouco realizando em favor da extinção do egoísmo, da vaidade, do seu infeliz orgulho.

UM MUNDO EM TRANSIÇÕES
Há muitos milênios, um dos orbes da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos.
As lutas finais de um longo aperfeiçoamento estavam delineadas, como ora acontece convosco, relativamente às transições esperadas no século XX, neste crepúsculo de civilização.
Alguns milhões de Espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de piedade e virtudes, mas uma ação de saneamento geral os alijaria daquela humanidade, que fizera jus à concórdia perpétua, para a edificação dos seus elevados trabalhos
As grandes comunidades espirituais, diretoras do Cosmos, deliberam, então, localizar aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, onde aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração e impulsionando, simultaneamente, o progresso dos seus irmãos inferiores.

ESPÍRITOS EXILADOS NA TERRA
Foi assim que Jesus recebeu, à luz do seu reino de amor e de justiça, aquela turba de seres sofredores e infelizes. Com a sua palavra sábia e compassiva, exortou essas almas desventuradas à edificação da consciência pelo cumprimento dos deveres de solidariedade e de amor, no esforço regenerador de si mesmas.
Mostrou-lhes os campos imensos de luta que se desdobravam na Terra, envolvendo-as no halo bendito da sua misericórdia e da sua caridade sem limites. Abençoou-lhes as lágrimas santificadoras, fazendo-lhes sentir os sagrados triunfos do futuro e prometendo-lhes a sua colaboração cotidiana e a sua vinda no porvir.
Aqueles seres angustiados e aflitos, que deixavam atrás de si todo um mundo de afetos, não obstante os seus corações empedernidos na prática do mal, seriam degredados na face obscura do planeta terrestre; andariam desprezados na noite dos milênios da saudade e da amargura; reencarnariam no seio das raças ignorantes e primitivas, a lembrarem o paraíso perdido nos firmamentos distantes. Por muitos séculos não veriam a suave luz da Capela, mas trabalhariam na Terra acariciados por Jesus e confortados na sua imensa misericórdia.

FIXAÇÃO DOS CARACTERES RACIAIS
Com o auxílio desses Espíritos degredados, naquelas eras remotíssimas, as falanges do Cristo operavam ainda as últimas experiências sobre os fluidos renovadores da vida, aperfeiçoando os caracteres biológicos das raças humanas. A Natureza ainda era, para os trabalhadores da espiritualidade, um campo vasto de experiências infinitas; tanto assim que, se as observações do mendelismo fossem transferidas àqueles milênios distantes, não se encontraria nenhuma equação definitiva nos seus estudos de biologia. A moderna genética não poderia fixar, como hoje, as expressões dos "genes", porquanto, no laboratório das forças invisíveis, as células ainda sofriam longos processos de acrisolamento, imprimindo-se-lhes elementos de astralidade, consolidando-se-lhes as expressões definitivas, com vistas às organizações do porvir.
Se a gênese do planeta se processara com a cooperação dos milênios, a gênese das raças humanas requeria a contribuição do tempo, até que se abandonasse a penosa e longa tarefa da sua fixação.

ORIGEM DAS RAÇAS BRANCAS
Aquelas almas aflitas e atormentadas reencarnaram, proporcionalmente, nas regiões mais importantes, onde se haviam localizado as tribos e famílias primitivas, descendentes dos "primatas", a que nos referimos ainda há pouco. Com a sua reencarnação no mundo terreno, estabeleciam-se fatores definitivos na história etnológica dos seres.
Um grande acontecimento se verificara no planeta É que, com essas entidades, nasceram no orbe os ascendentes das raças brancas.
Em sua maioria, estabeleceram-se na Ásia, de onde atravessaram o istmo de Suez para a África, na região do Egito, encaminhando-se igualmente para a longínqua Atlântida, de que várias regiões da América guardam assinalados vestígios.
Não obstante as lições recebidas da palavra sábia e mansa do Cristo, os homens brancos olvidaram os seus sagrados compromissos.
Grande percentagem daqueles Espíritos rebeldes, com muitas exceções, só puderam voltar ao país da luz e da verdade depois de muitos séculos de sofrimentos expiatórios; outros, porém, infelizes e retrógrados, permanecem ainda na Terra, nos dias que correm, contrariando a regra geral, em virtude do seu elevado passivo de débitos clamorosos.

QUATRO GRANDES POVOS
As raças adâmicas guardavam vaga lembrança da sua situação pregressa, tecendo o hino sagrado das reminiscências. As tradições do paraíso perdido passaram de gerações a gerações, até que ficassem arquivadas nas páginas da Bíblia.
Aqueles seres decaídos e degradados, a maneira de suas vidas passadas no mundo distante da Capela, com o transcurso dos anos reuniram-se em quatro grandes grupos que se fixaram depois nos povos mais antigos, obedecendo às afinidades sentimentais e lingüísticas que os associavam na constelação do Cocheiro. Unidos, novamente, na esteira do Tempo, formaram desse modo o grupo dos árias, a civilização do Egito, o povo de Israel e as castas da Índia.
Dos árias descende a maioria dos povos brancos da família indo-européia nessa descendência, porém, é necessário incluir os latinos, os celtas e os gregos, além dos germanos e dos eslavos.
As quatro grandes massas de degredados formaram os pródromos de toda a organização das civilizações futuras, introduzindo os mais largos benefícios no seio da raça amarela e da raça negra, que já existiam. É de grande interesse o estudo de sua movimentação no curso da História. Através dessa análise, é possível examinarem-se os defeitos e virtudes que trouxeram do seu paraíso longínquo, bem como os antagonismos e idiossincrasias peculiares a cada qual.

AS PROMESSAS DO CRISTO
Tendo ouvido a palavra do Divino Mestre antes de se estabelecerem no mundo, as raças adâmicas, nos seus grupos insulados, guardaram a reminiscência das promessas do Cristo, que, por sua vez, as fortaleceu no seio das massas, enviando-lhes periodicamente os seus missionários e mensageiros.
Eis por que as epopéias do Evangelho foram previstas e cantadas alguns milênios antes da vinda do Sublime Emissário.
Os enviados do Infinito falaram, na China milenária, da celeste figura do Salvador, muitos séculos antes do advento de Jesus. Os iniciados do Egito esperavam-no com as suas profecias. Na Pérsia, idealizaram a sua trajetória, antevendo-lhe os passos nos caminhos do porvir; na Índia védica, era conhecida quase toda a história evangélica, que o sol dos milênios futuros iluminaria na região escabrosa da Palestina, e o povo de Israel, durante muitos séculos, cantou-lhe as glórias divinas, na exaltação do amor e da resignação, da piedade e do martírio, através da palavra de seus profetas mais eminentes.
Uma secreta intuição iluminava o espírito divinatório das massas populares.
Todos os povos O esperavam em seu seio acolhedor; todos O queriam, localizando em seus caminhos a sua expressão sublime e divinizada. Todavia, apesar de surgir um dia no mundo, como Alegria de todos os tristes e Providência de todos os infortunados, à sombra do trono de Jessé, o Filho de Deus em todas as circunstâncias seria o Verbo de Luz e de Amor do Princípio, cuja genealogia se confunde na poeira dos sóis que rolam no Infinito. (*)
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(*) Entre as considerações acima e as do capítulo precedente, devemos ponderar o interstício de muitos séculos. Aliás, no que e refere à historicidade das raças adâmicas. será justo meditarmos atentamente no problema da fixação dos caracteres raciais. Apresentando o meu pensamento humilde, procurei demonstrar as largas experiências que os operários do Invisível levaram a efeito, sobre os complexos celulares, chegando a dizer da impossibilidade de qualquer cogitação mendelista nessa época da evolução planetária. Aos prepostos de Jesus foi necessária grande soma de tempo, no sentido de fixar o tipo humano
Assim, pois, referindo-nos ao degredo dos emigrantes da Capela, devemos esclarecer que, nessa ocasião, já o primata hominis se encontrava arregimentado em tribos numerosas. Depois de grandes experiências, foi que as migrações do Pamir se espalharam pelo orbe, obedecendo a sagrados roteiros, delineados nas Alturas.Quanto ao fato de se verificar a reencarnação de Espíritos tão avançados em conhecimentos, em corpos de raças primigênias, não deve causar repugnância ao entendimento. Lembremo-nos de que um metal puro, como o ouro, por exemplo, não se modifica pela circunstância de se apresentar em vaso imundo, ou disforme. Toda oportunidade de realização do bem é sagrada. Quanto ao mais, que fazer com o trabalhador desatento que estraçalha no mal todos os instrumentos perfeitos que lhe sãoconfiados? Seu direito, aos aparelhos mais preciosos, sofrerá solução de continuidade. A educação generosa e justa ordenará a localização de seus esforços em maquinaria imperfeita, até que saiba valorizar as preciosidades em mão. A todo tempo, a máquina deve estar de acordo com as disposições do operário, para que o dever cumprido seja caminho aberto a direitos novos.
Entre as raças negra e amarela, bem como entre os grandes agrupamentos primitivos da Lemúria, da Atlântida e de outras regiões que ficaram imprecisas no acervo de conhecimentos dos povos, os exilados da Capela trabalharam proficuamente, adquirindo a provisão de amor para suas consciências ressequidas. Como vemos, não houve retrocesso, mas providência justa de administração, segundo os méritos de cada qual, no terreno do trabalho e do sofrimento para a redenção. - (Nota de Emmanuel.
http://www.ceallankardec.org.br/exilados.htm
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COMENTÁRIOS NO YOU TUBE
godrow | 2 de dezembro de 2008
Exilados de Capela. Há uma pequena eternidade de tempos atrás, numa constelação distante, alguns milhões de seres iniciaram uma longa jornada em direção ao nosso sistema solar. Obrigados a deixarem sua estrela de origem, cujo sistema evoluíra para um patamar além de seus méritos pessoais, foram em seu temível desterro, recebidos por Jesus e, por seu intermédio, vieram povoar um pequeno planeta, na periferia da Via Láctea. Um recém-adaptado mundo, destinado a acolher todos as almas refugiadas, em processo de Redenção . Aqui chegando, proporcionaram o salto definitivo na evolução das espécies primitivas, que antes já habitavam a Terra. E que haviam chegado ao grau mínimo de humanidade, requerido para que pudessem comportar uma Nova Civilização. Para a Terra, foi um período de intensa expansão. Com a chegada destas novas consciências, carregadas de lembranças difusas e saudosas de uma vida superior, ao mesmo tempo acrisoladas num invólucro físico animalizado e denso. De seu trabalho em busca do regresso, trouxeram conhecimentos, idéias, conceitos e costumes. Desta integração e impulso evolutivo culminou o processo de fixação genética, que possibilitou o aparecimento do Homem moderno.
• valmir1112
7 meses atrás
olá minha irmã, infelizmente muitos desacreditam desse documentario, mas o ser humano pensa como pode e não como quer e, após o desencarne se encontam em serios apuros por terem dado ouvidos a padre , pastores,bispos e guias espirituais menos felizes etc...
e se esquece que é JUIZ EM CAUSA PRÓPRIA e isso nunca será diferente.
Abraços.
valmir1112 7 meses atrás
• godrow
7 meses atrás
Realmente Valmir a coisa é bem por aí mesmo. O bicho está solto em forma de pastores etc. e como o ser humano é influenciável hem? se alguem falar do seu pastor eles ficam possuidos. fazer o que . abraço
godrow 7 meses atrás
• manoelfrancopc
8 meses atrás
Linda a música alguem sabe o autor.
manoelfrancopc 8 meses atrás
• godrow
8 meses atrás
Oi Manoel, a música é um mantra indiano. vc pode encontrar no 4shared em mp3 com este nome.
godrow 8 meses atrás
• godrow
1 ano atrás
Tudo está aqui mas não é para todos! Aqueles que não estão ouvindo o chamado, no momento que a mudança chegar, não estarão preparados!
• hmpsbsc
2 semanas atrás
Muito bom este video, a verdades que a humanidade insiste em não acreditar. Eu por exemplo tive uma esperiência fantastica com um disco voador a mais ou menos 300 metros de distancia de meu grupo isso em 1990 ano em que tive a grata oportunidade de ler os exilados de capela apos este fato. A nave pela distancia em que vimos tinha uns 80 metros de diametro era imensa e azulada. Este fato mudou completamente minha vida. Quem quizer mais detalhes fale comigo por email, terei o maior prazer. Helder.
• longo29
3 semanas atrás
ola achei legal o tema mas pq sempre pensar q a terra é um lugar de sofrimento de inferioridade de pessoas q vieram para pagar e aprender pq nao pensar q eramos um grau abaixo e aqui chegando demos um passo a frente? a terra esta assim por causa das pessoas e nao do planeta somos uma especie teimosa q acredita ter respostas para tudo e q anos depois dizem estarem confuso em relacao algumas teorias vamos acreditar e transformar e nao enxergar esse planeta como uma prisao ou algo assim! please!!!
• nasahertz
2 meses atrás
Belas imagens e fundo musical.
• ametista50
2 meses atrás
muito bom! eu li o livro. e creio que se o ser humano nao começar a se preparar para as mudanças vao ficar para tras, na verdade ja nao temos tanto tempo assim,MUDEM!!!
• celxus1
3 meses atrás
Gostei do video eu ja, conhecia o livro, que por sinal e muito bom.
• cezzars
3 meses atrás
Faltou falar como os capelinos atuaram na Lemúria e na Atlântida. Parece também que não existem apenas Exilados de Capela mas de outros orbes também, porém os capelinos foram eleitos pra dar impulso ao desenvolvimento da Terra.
Leiam Erg - O décimo planeta, Baratzil e Terra das Araras Vermelhas de Roger Feraudy. Nossa história ancestral é bonita e muito rica.
• Glitch385
4 meses atrás
E outra coisa, se é verdade que Capela IV também é um planeta de Classe M como a Terra, isso quer dizer, basicamente, que só os planetas de Classe M são capazes de abrigar encarnações de espíritos inteligentes. Não poderia o povo ruim da Terra ser exilado para um planeta que não fosse de Classe M? Por exemplo numa atmosfera de Nitrogênio, encarnandos em corpos que respirassem Nitrogênio e exalassem ácido nitroso? Mas aí seria impossível irmos lá ajudar os exilados...
• Glitch385
4 meses atrás
O Barack Obama cancelou até a viagem para Marte que é "ali na esquina", e nem precisa de velocidade de dobra para ir até lá, e outro planeta de Classe M não está a menos de 25 anos-luz daqui... Como é que vamos poder mandar exilados para lá ou ajudarmos exilados espiriturais se não temos nem ali em Marte??? Isso quer dizer que a transição da Terra ainda está muito longe de acontecer.
• Glitch385
4 meses atrás
Pelo que eu entendi do vídeo, estamos MUITO LONGE ainda da transição, porque a civilização de Capela IV fez a transição só depois de obterem a tecnologia de dobra espacial (do contrário não poderiam jamais vir até à Terra em naves interestelares para ajudarem os companheiros exilados). Então, a nossa transição está longe ainda porque ainda vai demorar muito para desenvolvermos tecnologia de dobra e podermos viajar para outros planetas para ajudar os nossos futuros exilados.
Glitch385 4 meses atrás
MAIS VÍDEOS YOU TUBE E COMENTÁRIOS:
EXILADOS DE CAPELA



Quando os cientistas da Terra procuram por vida inteligente fora daqui, afirmam estar procurando vida como a compreendemos; admitindo, portanto, a possibilidade de existir vida como não imaginamos na Terra.
...e na Terra mesmo existem dois tipos de seres viventes: os áquaticos e os terrestres.
Para os golfinhos nós somos alienigenas, pois respiramos fora do mundo deles - Fora da água!
Nos planetas gasosos vivem seres superiores.
Os faraós não eram "santinhos", eram espíritos viciados no mal e no egoismo - no desejo do poder - trouxeram para a Terra a tendencia à prepotência que os caracterizavam no mundo de origem.
Aqui, trabalharam para a evolução terrestre.
No vídeo "Comparação do tamanho dos planetas e estrelas" ouvi pela primeira vez a expressão "Gigantes gasosos" e fui me informar sobre eles.
Descobri que Planeta gigante de gás, Planeta gigante gasoso ou planeta gasoso é um grande planeta que não é principalmente composto de rocha ou outra matéria sólida.
Isso me lembrou sua afirmação:
"pois a vida em outros mundos geralmente acontecem em dimenssões desconhecidas do habitante da Terra".
A vida é impressionante!!!
Exato. Logo que um mundo tem chegado a um de seus períodos de transformação, a fim de ascender na hierarquia dos mundos, operam-se mutações na sua população encarnada e desencarnada, conforme afirma o Espiritsmo.
Espíritos da raça adâmica, uma vez transplantados para a terra do exílio, não se despojaram instantaneamente do seu orgulho e de seus maus instintos; ainda por muito tempo conservaram as tendências que traziam, um resto da velha levedura. Esse seria o "pecado original".
• Os faraós tinham ainda as tendencias perversa que os fizeram perder o mundo original.
Também, lideres de imensas falanges de espíritos perversos, obsessores, foram banidos do mundo capellino e trazidos para a Terra, junto com muitos dos seus seguidores.
A lenda do dragão que arrasta com a calda a terça parte das estrelas pode ter origem nisto.
O número de exilados vindos para a Terra deve ter sido consideralmente grande.
Tais Espíritos, os exilados, eram seres perversos, viciados no orgulho, com sede de poder, e uma vez na Terra, com pratimônio intelectual muito superior aos dos seres naturais daqui, buscaram e encontraram situações de poder e realce. Foram reis, rainhas, imperadores, lideres religiosos... Fundaram impérios.
Os faraós tinham ainda a tendencia perversa que os fizeram perder o mundo original, mas trouxeram progresso à humanidade terrestre.
• "É na verdade uma estrela quádrupla (Wikipedia)" -
Duas gigantes e duas anâs vermelhas, ou seja: o que chamamos de Capella é na verdade um grupo de estrelas entre as quais está a oculta, mais antiga, de cujo plasma sairam as mais recentes visíveis e/ou medíveis por nós, e de cujo sistema vieram os ditos exilados.

sábado, 14 de agosto de 2010

REENCARNAÇÃO (FANTÁSTICO)


A reencarnação é uma lei natural. Não depende de Crenças embora faça parte de muitas religiões. Existe porque existe.
Os milhares de casos estudados por Ian Stevenson, Dr. Hernani Guimarães Andrade, Dr. Banerjee, Dra Edith Fiore, Brian Weiss, Dra. Carol Bowman, Dra Helen Wambach e tantos outros só comprovam isso. A Dra. Dora Incontri é uma pedagoga cuja linha de trabalho é alicerçada pela moral e ética espíritas.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

--> As Condições da Vida Após a Morte



Divulgar a Doutrina Espírita, Nosso Lar, a Obra do médium Francisco Cândido Xavier é tarefa importante num Planeta em Regeneração.
Veja trailer do filme NOSSO LAR


CONSULTE O SITE: http://www.nossolarofilme.com.br/
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Universidade da Alma - Cidade Universitária do Espírito
Luiz Carlos D. Formiga & André Luiz B. Formiga

1. As Cidades Universitárias.
Em 1965, no Anuário Espírita, falando a respeito da Codificação Espírita, Yvonne Pereira diz que "essa obra é imortal como imortal é o Evangelho, uma vez que ambos são revelações divinas e porque sempre existirão cérebros e corações necessitados de renovação e esclarecimentos através deles. Por enquanto é, com efeito, a fonte Kardecista a única habilitada em assuntos de Espiritismo capaz de expandir renovações para o futuro, visto ser o alicerce de quanto existe a respeito, até agora".
Por intermédio da mediunidade de Yvonne pudemos ler a narrativa sobre a "Cidade Universitária" espiritual, onde ciclos novos de estudo e aprendizagem se franqueariam para espíritos em evolução, segundo seus desejos." (31)
Uma Cidade Universitária no Além!
Para nós que estamos professor universitário é um bom tema para reflexões. Pena que nossos recursos pessoais sejam tão escassos. No entanto, vamos tentar repassar algumas idéias, mesmo imperfeitas, das dificuldades que encontramos no ensino superior.
Yvonne Pereira afirma que "Allan Kardec é ainda o grande desconhecido, para os espíritas, dado que a minoria é que o conhece plenamente. Ele tratou de Ciência, de Filosofia e de Moral e tais matérias, de suma grandeza, não podem ser apenas lidas uma ou duas vezes, mas estudadas, continuamente, com método analítico, observação acurada, amor e perseverança, a fim de serem bem compreendidas e praticadas".
Na universidade ou na casa espírita as perguntas são importantes. Recordo-me da questão feita, num estudo da mocidade e que foi respondida por um jovem espírita: "se Jesus já ensinou as Leis de Deus, qual a utilidade do Espiritismo?" (4)
Uma outra dúvida, sobre as condições da vida após a morte, apresentada por um cardiologista nos chamou a atenção. Diversas pessoas já nos fizeram a mesma questão e outros nos confessaram que iriam deixar para ler o livro "Nosso Lar" depois que melhor estivessem inteirados dos postulados básicos da Doutrina Espírita.
Leewenhoek (1632-1723) descreveu, com auxílio de microscópios óticos, o mundo "invisível" dos micróbios: "Recebi em minha casa diversos cavalheiros, que estavam ansiosos por ver os micróbios do vinagre. Alguns deles ficaram tão enojados do espetáculo, que juraram nunca mais usar vinagre. Mas o que seria se se contasse a essa gente que existem mais germes na boca humana, vivendo na escuma junto aos dentes, do que homens em todo o reino?"
Algumas pessoas respondem da mesma forma (nunca mais usar vinagre) diante da realidade do espírito imortal. Admitem a sua existência, mas não querem pensar no "após a morte".
Se não é como o espírito André Luiz escreve, através do médium Francisco Cândido Xavier, como será? Diversos médiuns descrevem relatos parecidos e coincidentes. Como coincidentes e parecidos são os relatos das pessoas que tiveram a experiência autoscópica. Aparentemente morto o indivíduo chega ao hospital. Algum tempo depois seu coração recomeça a bater. Depois contam as histórias de suas mortes. É a experiência de morte iminente, onde há extraordinária percepção de visões, sons e acontecimentos que a pessoa tem, quando clinicamente morta, próxima ao retorno impossível.
E as materializações de espíritos?
Para onde foi e de onde veio Katie King (espírito) após despedir-se de Florence Cook (médium) nas memoráveis experiências de William Crookes?
Já me disseram que não gostariam que fosse como André Luiz relata, porque é muito palpável, material, muito semelhante ao nosso plano terráqueo. Um pesquisador, Nobel de Física, afirmou que "o mundo que observamos não é senão uma minúscula película na superfície da verdadeira realidade". A nossa ansiedade nos faz desafiar uma pessoa, que passou pela experiência autoscópica, a provar que a morte do corpo não mata a vida. Por outro lado os que passaram por ela não parecem interessados em fornecer tal prova a terceiros. Um psiquiatra que teve tal experiência fez uma síntese: "pessoas que tiveram experiência sabem. Os outros devem esperar" (13).
Usaremos algumas informações colhidas na "Mansão da Esperança", situada na Cidade Universitária espiritual. Antes, porém, vamos visitar outras universidades mais próximas de nossa materialidade (2, 7).
Na universidade, desde 1966, vivenciamos ensino-pesquisa-extensão (20).
O Brasil possui várias universidades. Algumas delas, na realidade, não passam de escolas massificadas de terceiro grau, onde professores dissociam ensino-pesquisa. A produção do conhecimento é cantada, em prosa e verso, mas na prática não se encontra quase nada. Como as pessoas, universidades também podem adoecer. Encontramos enfermidades adquiridas, quando as instituições são atacadas por governos patogênicos "por excelência". Pode-se adoecer também pelo ataque de pessoas anfibiontes, como aqueles microorganismos potencialmente patogênicos que fazem parte da "flora" humana normal; por motivos políticos diversos, a instituição fica com a resistência baixa e eles as atacam (5,6). Outros, com verdadeiro espírito universitário pesquisam novos antibióticos para combaterem infecções.
Do Sistema Especial de Reserva de Vagas, para estudantes egressos de escolas públicas nas instituições de educação superior, só mais adiante colheremos os frutos, mas certamente alunos serão penalizados pelo mau ensino que o colega recebeu no ensino médio.
No livro de Yvonne (31), pudemos perceber como deve ter sido o critério utilizado para admissão dos novos alunos naquela universidade. Diz o diretor aos calouros: " – Iniciais neste momento fase nova em vossa existência de Espíritos delituosos, meus caros amigos! Dentre tantos padecentes que convosco chegaram a esta Colônia, fostes os únicos a atingir condições indispensáveis às lutas do aprendizado espiritual que vos conferirá base sólida para aquisição de valores pessoais nos dias porvindouros".
Hoje há entre espíritas um interesse maior pela universidade. Os que são docentes estão procurando oferecer reflexões, mesmo modestas como essas.
Apesar das inúmeras iniciativas, o preconceito na academia ainda se manifesta quando nos revelamos espíritas. O brasileiro é preconceituoso. Há preconceito com o deficiente visual, com o negro, epilepsia, hanseníase, AIDS (13,21,32).
2. Vinte e Nove de Agosto.
Não é por acaso que, tenho em mãos a tese do doutorando Brasilio Marcondes Machado (27), apresentada no dia 29 de agosto e defendida no dia 26 de dezembro. Brasilio é semelhante ao cego de nascença, que curado por Jesus deu o seu testemunho, diante dos fariseus (16). Na tese, diversos pontos me chamaram a atenção. Um deles, de valor "estimativo", foi o dia de sua apresentação. Na pós-graduação, também defendemos tese de mestrado no mesmo dia, embora 52 anos depois. O vinte e nove de agosto se repete em 1979, quando defendemos na UFRJ a tese de doutoramento.
Os temas e os resultados são diferentes.
Brasilio traz uma "Contribuição ao estudo da Psychiatria (Espiritismo e Metapsychismo)", em 1922.
Outro ponto que nos chamou a atenção é a nota, na folha de rosto: "A Faculdade não approva nem reprova as opiniões exaradas nas theses pelos seus autores". Art. 95 do Regimento Interno da Faculdade de Medicina do Rio de janeiro".
Um terceiro ponto, encontrado antes das dedicatórias é "Uma Explicação", oferecida pelo doutorando.
"- Ao apresentar minha these para defesa perante a Faculdade, não cometti a ingenuidade de esperar fosse approvada, não obstante dispor o art. 95 do Regimento Interno vigente que a Faculdade não approva nem reprova as opiniões exaradas nellas pelos seus autores".
"Temia fosse rejeitada sob a allegação do que dispõe o art. 94: - os alumnos que concluírem o curso médico poderão defender these sobre assumpto à sua escolha dentre as matérias ensinadas no referido curso".
"Aconteceu, porém que essa allegação não poderia ser feita porque já havia sido defendida e approvada uma these contra o espiritismo".
"Assim, fui chamado à defesa do meu trabalho a 26 de dezembro, as 13:30 horas".
"Reprovado".
"Deste resultado julguem os que me lerem, pois não quero ser juiz em causa própria".
"Graças a Deus as fogueiras estão extinctas e os Torquemadas fora de moda"
"Le monde marche..."
"Vou esperar o um dia depois do outro para voltar à defesa desta mesma causa que, então, será a de todos nós, na sciencia ou fora dela".
Vinte e nove de agosto - um dia especial que nos marcou!
Não conhecemos o Dr. Machado, mas parece não haver dúvida de sua condição de médico e espírita verdadeiro (22).
3. Pessoas e Números Estimulantes.
Uma questão, ainda, não resolvida pelas universidades é a do tempo integral e dedicação exclusiva. Alguns professores preferem o horário parcial, para chegarem a um salário melhor na iniciativa privada, o que não conseguiriam com a dedicação exclusiva. Encontramos os que optaram pelo horário integral, mas não o cumprem. Isso cria um problema. É através do processo de socialização que ideais, valores e crenças passam a ser entendidas e visualizadas como referências importantes para o desenvolvimento da ciência e do saber (28,29).
A relação professor-aluno, na Cidade Universitária descrita pela médium Yvonne, é logo de início uma atitude de transparência. Narra um dos calouros: - "Participou-nos, em seguida, que sua primeira aula consistiria na apresentação de sua personalidade a nós outros, seus discípulos".
A atitude do instrutor não era de mera formalidade; apresentação de sua linha de pesquisa; listagem de seus trabalhos publicados em revistas de renome internacional "espiritual", mas na "apresentação de sua personalidade".
Continua narrando o aprendiz: - "Que necessário seria que o conhecêssemos intimamente, a fim de que seus exemplos nos estimulassem na senda espinhosa em que seríamos chamados a solver vultosos débitos, porquanto será sempre de boa pedagogia que o mentor apresente seus próprios exemplos aos alunos, a quem inicie, e também para que aprendêssemos a amá-lo, e nele confiar, tornando-nos seus amigos, considerando-o bastante digno de ser ouvido e acatado".
Esses calouros são espíritos que carregam grandes débitos e, portanto, iniciam a vida universitária com algumas dificuldades. Teriam eles liberdade total no campus universitário?
O primeiro dos direitos naturais é o de viver. Um dos princípios fundamentais da justiça é a liberdade. Determinadas ações, desenvolvidas por uma pessoa podem restringir a liberdade da outra. Este princípio não pode exigir a oferta incondicional da liberdade total a todos. Esta deve ser contida pela necessidade de proteger a do próximo. Um outro princípio é o da "diferença". Com base neste princípio, é que as desigualdades sociais e econômicas devem ser organizadas, da forma que tragam os maiores benefícios aos menos favorecidos e possam propiciar funções e posições acessíveis a todos, em condições de uma justa igualdade de oportunidades (13).
Mello (30) diz que "a igualdade", princípio jurídico-filosófico é base dos direitos humanos. Mas, não existe igualdade jurídica, quando há uma desigualdade de fato. A ação afirmativa visa corrigir a distorção. Desenvolvida nos EUA, é ação necessária para proteger aqueles que iniciam a sua "corrida" na sociedade em condições desvantajosas.
Faz-se necessária uma ação afirmativa (descriminação positiva), no ensino superior, protegendo aqueles universitários que demonstram maior potencial para o ensino superior, para a produção do conhecimento. No entanto, estes alunos podem iniciar sua "corrida", em condições desvantajosas, numa universidade eventualmente agredida por um governo inábil ou populista. A discriminação positiva poderá oferecer melhores resultados, se os responsáveis pela educação superior perceberem que esses alunos diferenciados (o que a universidade tem de melhor), não pertencem a uma classe social, mas também oferecerem, em contra-partida, as condições reais para sua formação. Muitos destes alunos e professores, mesmo na adversidade, conseguem produzir conhecimento, aceito pelos pares em revistas de impacto. O que eles não fariam se as condições fossem outras?
Imaginem a produção de um professor universitário, que viesse de um país desenvolvido para trabalhar numa universidade brasileira? Sua condição - ser "resiliente".
Recentemente a UFRJ divulgou os resultados com um novo curso de graduação, voltado para a pesquisa e o ensino. No final, 17 alunos, "resilientes", haviam apresentado 153 comunicações; 14 delas em Congressos Internacionais; 13 alunos assinavam trabalhos publicados em revistas internacionais. No ano seguinte, encontramos 18 aprovações em concursos públicos para a pós-graduação (2,24).
Em 1980, divulgamos os resultados do acompanhamento de 255 biomédicos formados pela Faculdade de Ciências Médicas da UERJ. Olhando as turmas, de 1968 a 1978 encontramos números estimulantes e motivos para uma ampla discussão sobre ensino-pesquisa. Professores universitários eram = 80; Mestres ou mestrandos = 103; doutorandos = 6; doutores = 8, em apenas 11 anos (7,8,10,11).
4. Para Sobreviver.
Em 1994, comentamos a necessidade dos governos estarem alertas com relação às doenças transmissíveis (6). Posteriormente, ressaltamos a importância da vacinação (26), contra as doenças microbianas. Quando os governos não realizam ações preventivas, os surtos epidêmicos reaparecem ocasionando perdas e danos. Com relação à universidade de qualidade podemos encontrar a iatrogenia "da omissão" e "intromissão". As universidades e seus docentes-pesquisadores adoecem.
A professora, Fátima Araújo de Carvalho (3), que realizou seus estudos de pós-graduação estudando um tema "em alta", nos diz que "a resiliência é caracterizada por um conjunto de atitudes adotadas pelo ser humano para resistir aos embates da vida. O ser resiliente não foge das opressões e consegue neutralizar seus efeitos, sem que necessariamente as mesmas sejam afastadas ou diminuídas".
A professora, Fátima, de São José dos Campos, nos remete ao texto de Heloisa Helvécia - "Resiliência em Alta".
Heloisa, na Folha de São Paulo, destaca o termo deslocado da Física: "este conceito nomeia a propriedade de alguns materiais de acumular energia, quando exigidos e estressados, a voltar ao seu estado original sem qualquer deformação".
A articulista da Folha diz que "essa característica vem contando pontos como competência humana". Seria a mesma "habilidade do elástico, ou da vara do salto em altura – aquela que enverga no limite máximo sem quebrar, volta com tudo e lança o atleta para o alto".
Procurando elucidar o tema, Fátima enviou carta para a seção do leitor, com o seguinte comentário: no texto "Resiliência: um conceito em alta" há falha em fazer a simples transposição do conceito de resiliência da Física para a psicologia. Na Física, a resiliência, refere-se à propriedade que os corpos têm de voltar à sua forma original sem deformação. Aplicada aos seres humanos, é a capacidade do indivíduo de superar situações de risco e voltar transformado, crescendo com a experiência. Assim, diz-se, que um indivíduo é resiliente quando consegue superar as adversidades, encontrando forças para aprender com elas. É preciso tomar cuidado, para que não façamos como nos EUA, atribuindo a tudo o conceito de resiliência, de meias de seda a comida para cachorro, só para usar um conceito "da moda".
Não duvidamos da existência de pessoas com alto índice de resistência à frustração, no entanto as agressões podem ocorrer até em pessoas (universidades) "vacinadas" (26). São muitos os que solicitam aposentadoria após acontecimentos angustiantes. Por esse motivo, é necessário ressaltar a importância da angústia na determinação de doenças orgânicas. O estresse pode ser causado por qualquer tipo de situação, que exija uma fase de adaptação orgânica e/ou emocional, com gasto de energia superior àquele a que o organismo está acostumado. O estresse pode ser físico, psíquico ou misto. Um exemplo é internação hospitalar, que induz a estados emocionais intensos. Há momentos, em que encontramos a universidade na porta da UTI.
Os fisiologistas demonstraram que, nos estados de estresses, há liberação de determinadas substâncias de grande importância durante a "síndrome geral de adaptação", mas que, em longo prazo, têm certo efeito destruidor sobre tecidos, inibindo o crescimento somático e a formação óssea.
Em pessoas estressadas é comum o relato da perda do sono. Períodos curtos de sono ou insônias causam déficit na capacidade de síntese molecular do cérebro, tão necessária à estruturação da memória. Os estressados, podem apresentar um número variado de distúrbios como infarto do miocárdio, úlceras pépticas, doenças circulatórias e outras.
Pode-se fazer uma ligeira comparação, com os princípios relacionados com os "estados excitados", amplamente utilizados no estudo dos fenômenos atômicos e moleculares, na física quântica. No estresse, o organismo se mantém fora do seu "estado fundamental, estando em níveis mais altos". Mesmo, numa vida sem grandes novidades não é possível a manutenção constante deste estado fundamental.
O organismo está realmente oscilando o tempo todo em torno desde estado, sendo até possível que o envelhecimento e o tempo de vida estejam relacionados com a intensidade dessa oscilação. Isto exige um processo, quase contínuo, de adaptação às condições oferecidas pelo meio, aquilo que o afasta do seu estado fundamental a todo instante. Surge o paradoxo: para sobreviver, os seres vivos encurtam o seu tempo de vida, envelhecendo (13,14).
5. Pires na Mão.
Professor "caixeiro viajante" é um poli-traumatizado que despencou da ponte entre a pesquisa e o ensino. Muitos ainda não caíram dela, mas é bom lembrar que as exigências são grandes (9) e a resiliência é muito mais freqüente do que se pensa. Hoje há um impasse para todo docente-pesquisador que é a subdivisão de seu tempo em cursos de graduação, pós-graduação, orientação de teses, funções administrativas e/ou executivas, reuniões, contatos, viagens, atividade clínica, atividades diversas, e ainda em conseguir que financiamentos para pesquisa lhes sejam concedidos uma vez que até as lâmpadas do laboratório hoje são compradas desta forma. Nessa correria pelos corredores das financiadoras de projetos, “com o pires na mão”, é que vamos encontrar a origem da visão distorcida de que ensinar e pesquisar são atividades que concorrem entre si. Na Universidade o professor vai se deparar com o binômio, que é questionado apenas quando nos sentimos incapazes de bem realizar “o momento” de uma ou outra atividade. Outros, sob pressões diversas, passam a acreditar que o aluno de graduação é anexo incômodo, que apenas rouba o tempo de pesquisa do professor (8). Mas a função da universidade exige a produção do saber, ou seja, a superação de um saber anterior, na negação de um saber passado para a construção do novo. Neste momento é que surge, latente, a indissociabilidade do ensino e da pesquisa. A pesquisa científica é que move esse processo de superação.
Hoje ainda escutamos as palavras do diretor da Royal Gramar School de Shrewsbury ao jovem que fazia experimentos químicos por sua conta: “Darwin, você está perdendo tempo com coisas inúteis. Cuida da gramática grega e da literatura latina. Elas são as marcas infalíveis de um cavalheiro inglês”.
Darwin, hoje, anda sem prestígio no ensino religioso no Rio de Janeiro. A questão do ensino, em qualquer nível, tradicional ou novo, é como a questão da pesquisa: deve ser vista como um problema conjuntural (9).
6. Umbigo na Bancada
Encontramos também o imobilismo dos professores que adquiriram a estabilidade e estão definitivamente agregados à universidade. A Instituição não encontra uma forma de estimulá-los ou mesmo não consegue oferecer condições mínimas de trabalho. Quando a universidade atinge desenvolvimento adequado ela começa a exigir um bom doutoramento dos candidatos quando existem concursos. "Bom doutoramento" não significa apenas trabalhos publicados no exterior, mas é quando percebemos que o "recém-doutor" deixa de "pegar carona" e demonstra capacidade de dirigir uma linha de pesquisa própria. Afinal, a influência da pesquisa na renovação do ensino não se realiza apenas pela atividade estrita de pesquisa de cada professor, mas também pela comunicação da pesquisa, pelo clima de indagação e efervescência intelectual que ela deve gerar.
A universidade deve trilhar o caminho da pós-graduação (11) e certamente necessita fugir do isolamento trazendo professores visitantes, que não precisam ser todos do exterior. O ethos da ciência é um conjunto de crenças acerca do próprio papel do cientista. A internalização de valores e crenças se dá ao longo do processo de socialização. A integração entre o ensino e a pesquisa está vinculada a experiências que são transmitidas por nossos antecessores, as quais, na forma de um fundo comum de alternativas possíveis funcionam como um código de referência ou orientação. Uma prática que tomou conta da maioria das instituições brasileiras, incluindo a universidade, é a burocratização. Contra ela será necessário lutar, pois reduz o tempo do professor universitário, tempo que poderia ser utilizado encostando o "umbigo na bancada", junto a seus alunos. Nos países em desenvolvimento a socialização para a pesquisa ocorre tardiamente, isto porque a ciência não é um valor nesta sociedade, o cientista não goza do prestígio social que lhe é conferido nos países onde o desenvolvimento da pesquisa científica é parte fundamental do projeto global da sociedade (28,29).
Não estamos querendo justificar a pobreza de nossas publicações (23) quando lembramos os diversos conflitos que tivemos por melhores condições de pesquisa-ensino, o que na realidade se encontra na lei. Possuirmos alguns artigos publicados em revistas extranacionais, mas isso não impede a autocrítica, através de diversos instrumentos, incluindo seus índices de impacto. No entanto, a autocrítica não estimula nossa frustração, porque talvez em outras condições tudo fosse diferente. O depoimento do campeão olímpico brasileiro é tranqüilizador: "nas condições oferecidas aos atletas no Brasil, só o fato de competir já os torna campeões". O docente-pesquisador brasileiro também se depara, na olimpíada laboratorial, com atletas de paises desenvolvidos, que não estão "de pires na mão". Governos devem estimular as ilhas de competência, porque a colonização intelectual é tão cruel como a econômica (9).
7. Imaturos e Semiletrados
A interação social de forma ampla na aldeia global parece apontar para os departamentos estanques como espécies em extinção. Mas como transitar nos caminhos da transdisciplinaridade que é transcultural? A ética transdisciplinar recusa toda atitude que não aceita o diálogo, a discussão, seja qual for a sua origem (18).
Um outro problema é a onda populista, a localização e a dimensão da universidade. Ela pode ficar numa ilha cercada de violência por todos os lados, os governos fazendo pressão para que se aumente o número de vagas, cursos noturnos apontados como alternativa viável e o oferecimento de adicionais por aula dada. Se durante o dia, já nos sentimos inseguros imagine como será à noite com as balas perdidas! Mas, a este se soma outro problema. A nova dimensão certamente afetará a qualidade. Ofereceremos cursos de valor cultural duvidoso? Os alunos sairão imaturos e semiletrados, sem o mínimo de reflexão?
Vamos começar a diplomar os que são capazes de repetir o que já se sabe, reproduzindo de forma estéril os mesmos processos ou métodos que outros produziram ou descreveram. Alguém já lecionou como se fundam e se preservam as universidades. Precisamos de cérebros, depois de cérebros e depois ainda de cérebros em tempo integral e dedicação exclusiva (15). Atividades de pesquisa desenvolvidas por professores não são percebidas por eles apenas como o cumprimento de um preceito de lei, mas como uma prática que pode ser melhor compreendida como a expressão de um ethos e de visão de mundo, internalizadas através de símbolos e processos socializadores, cuja base principal, na grande maioria dos casos, foi a relação tutorial professor-aluno (28,29).
8. Salto de Qualidade
Uma instituição tão importante ainda poderá sofrer o problema do corporativismo interno e aí é bom pensar nas alternativas: lista tríplice elaborada pelo Conselho Universitário para a escolha do Reitor; sufrágio universal ou Comissão constituída por intelectuais externos à universidade.
Imagine-se numa universidade espírita. Aí teremos forçosamente que encontrar Espiritualidade, Transparência e Consciência. Quando desenvolvemos o intelecto somos capazes de saber se uma ação é boa ou má, mas a escolha do caminho a tomar depende do desenvolvimento de outro domínio. Domínio cognitivo e domínio da inteligência ética-emocional são duas asas simbólicas já bem conhecidas. Nossos candidatos deverão demonstrar respeito pela autoridade, pela manutenção da ordem social, pelos direitos individuais. Deverão ser guiados por princípios éticos, como justiça, reciprocidade, igualdade e respeito pela dignidade do ser humano (17,19).
Essas são condições necessárias que aliadas a outras geralmente são apontadas pela "Comissão de Notáveis".
O professor Carneiro (1) começa seu artigo com uma frase de Bukharin (1888-1937): "sustento que nenhuma pessoa que pense e seja culta, pode manter-se alheia à política". Carneiro afirma que "acirra-se o preconceito e a discriminação contra o nordestino, agora formalizada contra o médico graduado por universidade do nordeste. A reserva de cotas de vagas para Residência Médica para nordestinos, nas universidades, da região leste e sul do Brasil. A proposta foi divulgada pela atual Secretaria Executiva da Comissão de Residência Médica do Ministério da Educação (MEC)". Carneiro comenta que "médicos nordestinos não precisam de privilégios, nem de esmolas, mas de eqüidade e justiça, já que as discriminações subliminares e, às vezes explícitas, persistem em nossa sociedade do século XXI".
Pelo andar da carruagem, será que chegaremos a discutir um sistema de cotas para os adeptos da Doutrina Espírita? Enfermidades adquiridas pela universidade foi um breve esboço, resta discutir as doenças congênitas, aquelas detectáveis no período de gestação..
Mas e agora que nos deparamos com diversos problemas que uma "cidade universitária" pode ter aqui na Terra, qual é o papel do espírita quando presente nela? Deve ele se preocupar com o Espiritismo no seu ambiente universitário, ou serão antagônicas a universidade e a Doutrina dos Espíritos e, por isso, seja melhor escolher a neutralidade?
O espírito científico, entenda-se espírito como ânimo ou índole, é uma capacidade inerente ao ser humano, ele jaz, latente, e pode ser educado, potencializado de diversas formas e é comum a todas as ciências, desde as exatas até às sociais. Uma das suas principais características é provocar no homem uma inexorável vontade de entender as coisas. A busca do conhecimento não é uma meta, mas uma prioridade, uma condição a ser superada (33).
O leitor atento poderá perceber que a Introdução de O Livro dos Espíritos narra um trabalho de classificação feito por Kardec, na tentativa de entender os fatos, que culminou no surgimento daquilo que chamamos de Doutrina Espírita ou Espiritismo.
A preocupação de codificador e o seu espírito científico podem ser observados nas seguintes sentenças (34): "Acrescentemos que o estudo de uma doutrina, qual a Doutrina Espírita, que nos lança de súbito numa ordem de coisas tão nova quão grande, só pode ser feito com utilidade por homens sérios, perseverantes, livres de prevenções e animados de firme e sincera vontade de chegar a um resultado. Não sabemos como dar esses qualificativos aos que julgam a priori, levianamente, sem tudo ter visto; que não imprimem a seus estudos a continuidade, a regularidade e o recolhimento indispensáveis. (...) O que caracteriza um estudo sério é a continuidade que se lhe dá".
Percebe-se que Kardec não falava somente da Doutrina Espírita mas de toda e qualquer doutrina e, como tal, sua codificação deveria seguir os critérios desenvolvidos e discutidos ao longo da História da Ciência. O estudo aprofundado das obras escritas pelo codificador (que contêm todos os seus verdadeiros princípios) mostra que como tal ela surgiu da observação metódica e criteriosa de fatos, o que a torna de bases científicas. O levantamento de hipóteses para a explicação destes fatos (movimentos de objetos e comunicação com supostos “mortos”) foi feito de forma sistemática e lógica, o que a torna de desenvolvimento filosófico no âmbito das idéias. Esses dois aspectos da Doutrina já servem de base para justificar que o ambiente universitário é extremamente propício à difusão das idéias espíritas.
Por fim, e como objetivo maior, as implicações acarretadas da inferência dos postulados da nova Doutrina exigem (no sentido de ser inegável) uma transformação moral de todo indivíduo que a aceite como verdade, por isso ela é tida como tendo finalidade religiosa. Além deste último fato, quem examina a obra de Kardec verifica logicamente que os ensinamentos de Jesus apresentam total analogia com os da Doutrina. Como a figura do Cristo foi vinculada ao conceito de religião desde o início dos tempos, fica claro que o aspecto religioso seja uma das faces do Espiritismo.
Mas como classificar a Doutrina? É ela uma ciência, uma filosofia ou uma religião? Você, leitor, em qual prateleira colocaria os livros espíritas? Há muita controvérsia acerca da natureza (ou classificação) que se pode dar da Doutrina, já na época de Kardec a confusão estava estabelecida e o próprio sentiu a necessidade de manifestar-se e esclarecer o que é o Espiritismo, na Revista Espírita.
O tríplice aspecto da Doutrina estava claro para o jovem na mocidade espírita (4). Ele funciona como um tripé. A máxima sustentação do objeto só pode ser alcançada se os pés tiverem o mesmo tamanho e sejam capazes de sustentar a mesma massa. A simetria deve ser máxima, o triângulo formado pelos pés no solo deve ser equilátero, ou seja, lados iguais, ângulos iguais e o centro de massa deve estar perfeitamente direcionado para o baricentro deste triângulo. Caso contrário, um dos pés pode ceder e o objeto cai por terra. O Espiritismo necessita das três sustentações, todas com a mesma importância, se uma delas fracassar ele cai por Terra. Talvez por isso Dr. Bezerra de Menezes tenha se esforçado tanto na unificação do movimento espírita no Brasil do início do século XIX.
O Espiritismo é ao mesmo tempo todas as três e não é nenhuma em separado. O Espiritismo é uma coisa nova. Da citação anterior ressaltaremos que esta Doutrina nos lança de súbito numa ordem de coisas tão nova quão grande que Kardec preocupou-se em criar um neologismo, inventar uma palavra que não existia para designá-la, Espiritismo (Espiritisme, no original francês). O que fazer, então, na universidade? Devemos privilegiar um ou outro aspecto da Doutrina?
Os jovens precisam conhecer uma ordem de idéias que leve a um comportamento ético perante a vida (36). Esse é o objetivo da fé raciocinada, ou seja, quando o indivíduo compreende o verdadeiro valor da vida passa a ter uma atitude mais séria perante ela, amadurece. Essa compreensão pode vir através do estudo do Espiritismo e nesse ponto, a educação espírita tem um papel fundamental.
O Espiritismo na universidade não é idéia nova. O registro mais antigo que temos conhecimento é que o Primeiro Seminário de Estudos Espíritas da Universidade Estadual de Londrina, Paraná, Brasil, ocorreu em 23 de maio de 1984. Nestes vinte anos, o Núcleo Espírita Universitário de Londrina vem desenvolvendo excelentes atividades (37). A iniciativa paranaense parece ter estimulado grupos de outros locais do país e em 1992 foi criado o Núcleo Espírita Universitário do Fundão. Levou esta denominação porque estava situado na Ilha do Fundão, local da maioria dos edifícios da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Esse grupo foi um foco de divulgação da idéia espírita na universidade. Em pouco tempo, estávamos trabalhando em conjunto com o NEU Fundão e dessa união percebemos que era necessário criar o Núcleo Espírita Universitário do Rio de Janeiro (NEU-RJ), onde diversas equipes de universidades do Estado estariam trabalhando em conjunto. Com o auxílio da Internet, a chama se espalhou e em dois anos, foram criados Núcleos Espíritas Universitários em outras universidades, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Sociedade Universitária Augusto Motta (SUAM), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade do Rio de Janeiro (UNI-RIO). A partir deste trabalho, outro grupo se formou na Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais.
Mas qual é a importância de um núcleo espírita na universidade?
Para a comunidade do NEU-RJ, sua importância é abrir "mais um espaço de sensibilização individual e coletiva para questões complexas como violência, pobreza, exclusão social, corrupção, entre outros. Também tem como objetivo desenvolver a espiritualidade do ser, a sua inteligência cognitiva, afetiva e principalmente emocional-moral. Procuramos contribuir no desenvolvimento da fé, da esperança e da caridade" (38). O exemplo continua sendo a melhor forma de divulgar o Espiritismo.
Já que o Espiritismo é uma doutrina de bases científicas, desenvolvimento filosófico e conseqüências morais, por que não ter um espaço aberto para estudo desta na universidade. Por que não divulgá-la entre aqueles que procuram uma formação profissional? Não se trata de uma tentativa de elitizar a Doutrina, mas de abrir mais um espaço de divulgação, especialmente porque se direciona para uma Instituição onde, na maioria das vezes, o materialismo prevalece. Já podemos perceber diversas iniciativas da comunidade acadêmica para moralizar as atividades universitárias, por que não contribuirmos para a concretização desses esforços?
A compreensão dos postulados espíritas auxilia na formação do profissional, pois acima de tudo contribui para a formação da consciência-cidadã, para o bem coletivo. No momento em que isso estiver acontecendo, e já está, a universidade estará contribuindo para a causa espírita e, acima de tudo, o Espiritismo estará contribuindo com a causa da universidade. Se a mensagem espírita for lançada no ambiente universitário, mais uma contribuição da Doutrina estará sendo feita para modificar as bases da sociedade. Esse trabalho sinérgico é a proposta do Núcleo Espírita Universitário do Rio de Janeiro.
“Se a Doutrina Espírita chegasse à universidade, iluminaria consciências e o panorama seria outro.
Chegar à universidade! Aí está o nó da questão! ”(13)
Com certeza, a citação anterior encontra analogia nas palavras de Kardec: “Quando as crenças espíritas se houverem vulgarizado, quando estiverem aceitas pelas massas humanas (e, a julgar pela rapidez com que se propagam, esse tempo não vem longe), com elas se dará o que tem acontecido a todas as idéias novas que hão encontrado oposição: os sábios se renderão à evidência. Lá chegarão, individualmente, pela força das coisas” (35).
Retornemos a "Mansão da Esperança", lá na "Cidade Universitária" espiritual:
"Outros cursos fazíamos, não menos importantes para a nossa reeducação, alternadamente com o da Moral estatuída pelo insigne Mestre Nazareno. Um deles prendia-se à Ciência Universal, cujos rudimentos nos deram, então, a conhecer – dois anos depois de iniciados no curso de Moral Cristã – através de estudos profundos. Análises tão penosas quão sublimes! E nestas mesmas análises entrava a necessidade de estudarmos a nós próprios, aprendendo a nos conhecermos intimamente!"
O Espírito fez destaque: - "Ninguém entrará no reino de Deus se não nascer de novo". Nascer de novo é tão difícil de explicar, quanto conciliar a bondade de Deus e o nascimento de crianças cegas (16,25).
Referências Bibliográficas
1. Carneiro, PCA. 2004. Cotas de vagas para residência médica. AdUFRJ, seção sindical, IX(139): 6.
2. Duarte, RS; Alviano, DS; Alviano, CS & Formiga, LCD. 1998. Graduação em Microbiologia e Imunologia e Primeira Turma do Brasil. Boletim da Sociedade Brasileira de Microbiologia, 22: 4-6.
3. Fatima Araujo de Carvalho. São José dos Campos, SP.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u819.shtml
4. Formiga, ALB. 1998. Se Jesus já ensinou as Leis de Deus, qual a utilidade do Espiritismo? Rev. Anima, Mocidade Espírita Gabriel Delanne, CEHA, RJ. RJ.
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/neurj/espiritismo-para-que.html
5. Formiga, LB. & Formiga, LCD. 1993. Infecções por C. diphtheriae em pacientes imunodeprimidos. Bol. Inform. Unid. Imunodep. / Hosp. Aeronáutica dos Afonsos. M.A., 3: 2.
6. Formiga, LB & Formiga, LCD. 1994. Difteria Iatrogenia da Omissão.Pediatria Atual, 7(8): 27-31.
7. Formiga, LCD, Pessôa, MHR, Villela, LH. & Queiroz, MLP. 1980. A Universidade do Estado do Rio de Janeiro e a Formação de Recursos Humanos para a Área de Saúde - Curso de Ciências Biológicas - Modalidade Médica. Monografia prêmio UFRJ-FUNARTE - 80 Rio de Janeiro, RJ.
8. Formiga, LCD. 1982. Ensino Biomédico. Rev. MEDICINA (HUPE) UERJ, 1(3):275-281.
9. Formiga, LCD. 1984. Com o Pires na mão. Jornal do Professor, J.B. RJ, RJ, Agosto, pág. 4.
10. Formiga, LCD, Queiroz, MLP. & Pessôa, MHR. 1986. Curso de Ciências Biológicas – Biomedicina – na UERJ. 1968-1978. Rev. MEDICINA (HUPE). UERJ, 3(2):159-170.
11. Formiga, LCD, Queiroz, MLP, Pessôa, MHR. & Villela, LHC. 1986. Pós-Graduação na área biomédica. Rev. MEDICINA (HUPE). UERJ, 5(1):77-84.
12. Formiga, LCD. 1994. Salto de Qualidade. Boletim da Faculdade de Ciências Médicas, 24: 2.
13. Formiga, L.C.D. 1996. "Dores, Valores, Tabus e Preconceitos". CELD Editora, RJ.RJ.
14. Formiga, LCD. 1996. O que espero de meus médicos. Idéias para uma "Declaração de Direitos do Paciente Terminal". Rev. Enfermagem.UERJ, RJ, 4(1): 89-102.
15. Formiga, LCD. 1998. Ensino, Pesquisa e Ética na Microbiologia Médica. Boletim da Sociedade Brasileira de Microbiologia, 21(jul): 3-4.
16. Formiga, LCD. 2000. As Ciências Biomédicas, os Doutores, o Espiritismo e os Cegos de Nascença.
Revista Internacional de Espiritismo, maio.
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/neurj/as-ciencias-biometicas.html
17. Formiga, LCD. 2000. Educação, Universidade e Espiritualidade. Tendências do Trabalho, 309: 2-3.
18. Formiga, LCD. 2000. Ética, Sociedade e Terceiro Milênio. Tendências do Trabalho, 312: 8-10.
19. Formiga, LCD. 2000. Espiritualidade, Transparência e Consciência. Tendências do Trabalho, 313: 10-16.
20. Formiga, LCD & Guaraldi, ALM. 2001. Difteria - Profissionais susceptíveis, diagnóstico, vacinação e reparação de danos. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial, 37 (4): 288-289.
21. Formiga, LCD. 2002. O Poder das Palavras, no Princípio era o Verbo. http://www.saci.org.br/ (25 de setembro).
22. Formiga, LCD. 2002. Médicos e Espíritas Verdadeiros. Revista Fraternidade, Lisboa, Pt., 464: 3-8.
23. Formiga, LCD. 2003. Diferente. Do leproestigma ao clone estigmatizado. Enfoque microbiológico. Revista Fraternidade, Lisboa, Pt, 476 (fev): 50-57; 477 (mar): 82-88.
24. Formiga, LCD. Ciência com Amor. Revista Fraternidade, Lisboa, Pt, 422 (agosto/setembro).: 227-229.
25. Formiga, LCD. Evidências científicas sugestivas de reencarnação.
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/neurj/reencarnacao.html
26. Guaraldi, ALM; Formiga, LCD; Marques, EA, Pimenta, FP, Camello, TCF & Oliveira, EF. 2001. Diphtheria in a vaccinated adult in Rio de Janeiro, Brazil. Brazilian J. Microbiol., 32: 236-237.
27. Machado, BM. 1922. "Contribuição ao estudo da Psychiatria (Espiritismo e Metapsychismo)". Tese. Faculdade de Medicina do Rio de janeiro. RJ.RJ.
28. Marques, EA, Formiga, LCD, Franco, MAC. & Carneiro, SMCS. 1985. A indissolubilidade do ensino e da pesquisa - uma questão de visão do mundo ou de preceito legal? Relatório de pesquisas. Programa de Avaliação da Reforma Universitária. NEPES-UERJ/CAPES. 200 p.
29. Marques, EA, Formiga, LCD, Franco, MAG & Carneiro, SMC. 1989. Ensino e Pesquisa na Universidade: Questão de Lei ou de Visão do Mundo? Cadernos de Pesquisas (FGV), São Paulo, 69:5-16.
Ensenanza e investigacion en la universidad. Foro Universitário (Univ. Autonoma México), 94 (XIV): 07-20, 1991.
30. Mello, CA. 2001. "in" Gomes, JBB. Ação Afirmativa & Principio Constitucional da Igualdade. O Direito Como Instrumento de Transformação Social. A Experiência dos EUA. Renovar. RJ-SP.
31. Pereira, Y.A. Memórias de um Suicida. (Obra Mediúnica). 568 p. Quinta Edição. FEB.
32. Rosa, A.T.; Formiga, L.C.D. & Freitas, R.F. 1994. A Hanseníase, a Lepra e a Comunicação Dirigida. Escola de Enfermagem Anna Néry & Instituto de Microbiologia, UFRJ. Apresentado no XVII Encontro Nacional dos Estudantes de Enfermagem, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza. Monografia. 43 p.
33. Bachelard, G.; A formação do espírito científico: contribuição para uma psicanálise do conhecimento. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996.
34. Kardec, A. O Livro dos Espíritos, 70 ed., Rio de Janeiro: F.E.B., 1989. Introdução, item VIII.
35. Kardec, A. O Livro dos Espíritos, 70 ed., Rio de Janeiro: F.E.B., 1989. Introdução, item VII.
36. Formiga, L. C. D. "Deixe Claro para seu Filho". Revista FRATERNIDADE, (Lisboa.Pt), 465: 82-86, março. 2002.
37. http://www.inbrapenet.com.br/neu
38. Nota Explicativa do NEU-RJ incluída no artigo "O Retrato de Bezerra e a Aristocracia intelecto-Moral (Ética e Terceiro milênio)". Rev. Intern. Espiritismo., LXXVI (4): 181-182, 2001.
Nota.
Diversos artigos, das referências bibliográficas, podem ser encontrados nos endereços eletrônicos:
1. http://www.espirito.org.br/
2. http://www.ajornada.hpg.ig.com.br/index.htm
3. http://www.cefamiami.com/
4. http://www.terraespiritual.locaweb.com.br/
5. http://www.ieja.org/portugues/p_index.htm
6. http://www.terraespiritual.locaweb.com.br/espiritismo/LIHPE/historia01.html
FONTE:http://www.espirito.org.br/portal/artigos/geae/universidade-da-alma.html

segunda-feira, 31 de maio de 2010

REENCARNAÇÃO - ARTIGOS


Eu disse na postagem "Porque deixei de crer na reencarnação" que citaria um caso que considero bastante curioso: ocorre que uma das contestações à reencarnação mais bem elaboradas que já li na internet foi escrita por alguém que acredita piamente na reencarnação espírita. Ou acreditava, não sei. Estava falando do Acid Zero, do blog Saindo da Matrix. Apesar dos posts sacanas que ele costumava publicar descendo a lenha no catolicismo (pior que quase sempre injustamente e promovendo calúnias, ao invés de criticar a Igreja nos pontos em que ela de fato merece ser criticada), eu respeito o trabalho dele. E sempre achei interessante, também, o fato de ele recusar o rótulo de "espírita". - Isto é, ele considera o Allan Kardec como um dos homens mais importantes que já nasceram no planeta Terra, o Chico Xavier como um dos maiores mensageiros da Verdade de todos os tempos, além de ser, declaradamente, um devorador de livros espíritas e ter a reencarnação e os fenômenos ditos mediúnicos como verdades inquestionáveis... O que falta para que alguém assim possa ser considerado espírita??

Enfins... Já percebi há algum tempo que, assim como existem muitos indivíduos que se declaram católicos, sem o serem de fato, muitos espíritas não assumem o título, mesmo sendo espíritas de fato. É o contrário! Não afirmo que seja o caso específico do Acid, e nem poderia fazê-lo, mas que isso acontece, e muito, não há como se negar. Estranho... Mas vamos ao conteúdo da tal postagem, uma perfeita contestação à teoria da reencarnação, ela própria baseada, segundo as palavras do autor, - n"uma coletânea de coisas que foram debatidas na lista 'Voadores', principalmente por Lázaro Freire, Patrícia Montini e Arauto Draconiano. Me apoderei sem piedade dos textos deles como se fossem meus, mudando coisas aqui e ali, e acrescentando tantas outras"... - O que não lhe tira, de modo algum, o mérito pela clareza e brilho da postagem.

Então é isso. Eu também vou me apoderar do texto dele (hehe) agora, porque é tão perfeitamente alinhado com o que eu penso, que acho que não preciso me dar ao trabalho de reescrever tudo de novo, para falar exatamente as mesmas coisas... Encerro esta nossa série sobre a teoria da reencarnação, ao menos por enquanto, com a reprodução de alguns trechos do longo artigo publicado no "Saindo da Matrix", que começa com um exercício de razão combinado com dados estatísticos, bem semelhante ao da minha postagem anterior, como poderão perceber. Enjoy...

Reencarnação - do blog "Saindo da Matrix" (agosto / 2007)


Alguns dados que comprometem o raciocínio reencarnacionista tradicional:

1) Nascidos nesse planeta até meados de 2002 = 106.456.367.669 pessoas.
Fonte: Population Reference Bureau

2) Pessoas vivas nesse planeta até meados de 2002 = 6.215.000.000 pessoas.
Fonte: Population Reference Bureau

3) Razão entre total de espíritos encarnados e total de espíritos desencarnados aguardando reencarnação = 1:10.
Fonte: Várias obras espíritas dão essa estimativa.

4) Total de espíritos que já nasceram alguma vez nesse planeta, mas que já passaram a habitar planetas mais adiantados e não mais encarnarão aqui (digamos uma estimativa conservadora de 10% do total de nascidos) = 10.645.636.766,9.
Conclusão:

1) 95.810.730.902.1 vidas já foram realizadas, distribuídas entre 68.365.000.000 espíritos, o que dá uma média de 1,4 vidas por espírito(!), o que significa que, se cada um dos 68.365.000.000 espíritos ainda ligados a esse planeta tivesse tido o mesmo número de encarnações que os demais, então cada espírito teria que ter reencarnado 1,4 vezes(!).

2) Prosseguindo nos cálculos, chegamos à conclusão de que, para que pelo menos 10% dos espíritos ainda ligados a este planeta (encarnados ou não) tenham tido 5 encarnações, os outros 90% teriam que ter tido SOMENTE UMA ENCARNAÇÃO.

Estranho, não?

Sim. Para quem crê na reencarnação, deve ser estranho. Muito. Para quem tem convicções diferentes, como é o meu caso, nem um pouco. Bem, neste princípio foi feita uma análise racional e estatística, como já disse, bem parecida com a que vimos na última postagem do "a Arte das artes", só que mais completa e mais aprofundada. A seguir vem a reprodução de um diálogo do filme Waking Life, e a partir daí, a postagem caminha para uma conclusão que, como disse no começo, traz linhas de raciocínio bem semelhantes às minhas próprias. Veja o diálogo:


- É... andei pensando sobre algo que você disse.

- O que é?


- Sobre reencarnação, e de onde todas as novas almas vêm ao longo do tempo. Todo mundo sempre diz ser a reencarnação de Cleópatra, ou de Alexandre, o Grande... Não passam de bestas quadradas, como todo mundo. Quero dizer, é impossível. Pense sobre isso: a população mundial duplicou nos últimos 40 anos, certo? Então, se você acredita nessa história egóica de ter uma alma eterna, há 50% de chance da sua alma ter mais de 40 anos. Para que ela tenha mais de 150 anos, é... uma chance em seis.

- O que você está dizendo? Reencarnação não existe ou somos todos almas jovens? Metade de nós é de humanos de primeira viagem?

- (...) Eu acredito que, de alguma forma, a reencarnação é uma expressão poética... do que realmente é a memória coletiva... Eu li um artigo de um bioquímico, não faz muito tempo. Ele dizia que, quando um membro de uma espécie nasce, ele tem um bilhão de anos de memória para usar. É assim que herdamos nossos instintos.

- Gosto disso. É como se houvesse uma ordem telepática da qual nós fazemos parte, conscientes ou não. Isso explicaria os saltos aparentemente espontâneos, universais e inovadores na ciência e na arte. Como os mesmos resultados surgindo em toda a parte, independentemente. Um cara num computador descobre algo e, simultaneamente, várias outras pessoas descobrem a mesma coisa. - Houve um estudo em que isolaram um grupo por um tempo e monitoraram suas habilidades em fazer palavras cruzadas em relação à população em geral. Então, deram-lhes um jogo da véspera, que as pessoas já tinham respondido. A sua pontuação subiu dramaticamente. Tipo 20%. É como se, uma vez que as respostas estejam no ar, pudessem ser pescadas. É como se estivéssemos partilhando nossas experiências telepaticamente...

População da Terra - ano 1000: 310 milhões / ano 2050: 9 bilhões.

Não precisa de muita conta para ver que, matematicamente, quase todos estão na primeira "encarnação" aqui. Ou que o que chamamos de reencarnação pode ser algo bem mais coletivo, assim como a evolução, se "Somos Todos Um Só". Será por isso que tantas pessoas diferentes dizem acreditar (mesmo!) ter sido Cleópatra - ou Allan Kardec? Será que não está na hora de abrirmos a mente para um modelo um pouco mais akáshico e coletivo para reencarnação?

Se por um lado existem certas evidências em favor da autenticidade de pessoas que se lembram de vidas passadas, parece bastante razoável supor que acessamos, não "vidas", mas "vivências passadas", até como parte de nossa experiência pessoal. Podemos inclusive ter lembranças e sincronicidades. Mas será que vem mesmo de uma vida vivida por nosso espírito num outro corpo? Será que o que acessamos em TVP, Akash e sonhos, vem mesmo da continuidade de nosso ego pessoal?

Num artigo publicado em agosto de 2007 pela revista Science, o Dr. H. Henrik Ehrsson, do Departamento de Neurociências Clínicas do Instituto Karolinska, em Estocolmo (Suécia), conseguiu induzir pessoas sadias a uma experiência extra-corporal. Segundo Ehrsson, o fenômeno é "uma ilusão perceptiva na qual os indivíduos experimentam que seu centro de consciência, ou seu 'eu', está situado fora de seus corpos físicos, e que olham para seus corpos do ponto de vista de outra pessoa. Esta ilusão demonstra que o sentido de 'ser', localizado dentro do corpo físico, pode estar determinado plenamente por processos perceptivos, isto é pela perspectiva visual junto com o estímulo multi-sensorial do corpo".

Caso não tenham entendido, é um cientista neuronal dizendo que seu EU não necessariamente existe dentro do seu corpo!!! E baseado em métodos científicos, publicados na prestigiada revista Science!

Lázaro conta que certa vez teve certezas íntimas de ter sido um personagem conhecido. Para não viajar muito, aceitou talvez ter sido um conhecido do cara, um colaborador. Mas o fato é que pegava um livro e lhe vinha tudo, fora sincronicidades variadas. Tudo o que faria um espírita pensar ter sido "o" cara, e tentar recuperar sua "missão". Por precaução, preferiu confirmar para si mesmo do que sair revivendo sua "encarnação" anterior. E obteve algumas confirmações. Até que começou a acessar a vida de outro autor B, com a mesma sinceridade e intensidade. Mais confirmações vieram, do mesmo modo. Mais tarde, ao pegar em um livro de um autor C, um pacote de conhecimentos lhe veio à mente. Ele já sabia o que estava escrito, escrevia parecido com ele, se identificou muito com o autor. O mesmo valeu para D, que referências de espiritualidades confiáveis lhe disseram mais tarde ter sido ele em uma outra vida. De fato, ele se identificava com todos eles. E os vários karmas de A, B, C e D explicavam bem sua vida, tanto nos defeitos quanto nas qualidades. O problema é que essas pessoas tinham vivido praticamente no mesmo tempo!! Ainda tentaram lhe dizer que talvez eles tivessem se encontrado, ou que talvez ele tivesse sido um intelectual que estudou muito os quatro, mas no íntimo ele sabe que os "acessou" de alguma forma.

O fato é que o nosso "hardware", mesmo sendo de última geração, parece poder acessar os "softwares" mais antigos via emulação.

Um modelo mais "dilatado" dos Arquivos/Registros Akáshicos pode responder por estes fenômenos. Pra quem não sabe, esses arquivos são como registros de eventos que acontecem em determinado lugar. Um sensitivo, por exemplo, poderia, ao caminhar nas praias da Normandia (França), "acessar" algumas cenas do desembarque do Dia-D (mais ou menos como aquela propaganda do History Channel, o "descubra onde você está") que ficaram impressas no "éter" ou "Akash" (a matéria-prima do Universo, na metafísica). Seria pelos mesmos motivos que certos lugares ficam "mal assombrados".

Uma pessoa faz terapia de vidas passadas para saber porque não gosta da nora, e então descobre que ela roubou seu marido em outra vida. Tudo faz sentido, tudo se encaixa magicamente como num romance da Zíbia Gaspareto, e a pessoa sai dali dizendo que "se resolveu". (...) Não basta, a meu ver, saber que o peso daqui é igual ao de lá, e que tudo está certo na mesma proporção. Ao contrário, creio que as coisas se encaixam tão magicamente assim (em sonhos, regressões ou romances da Zíbia) exatamente porque foram "feitas sob medida", ou seja, são a perfeita compensação da mente.

Aí está. Achei genial. Genial e simples, como as coisas geniais costumam ser. Me chama atenção especialmente este trecho de Walking Life: "(...)Quando um membro de uma espécie nasce, ele tem um bilhão de anos de memória para usar. É assim que herdamos nossos instintos". - É muito possível, biológica e racionalmente falando, que seja também assim que herdemos (alguns de nós), certas memórias ancestrais que os mais afoitos se apressam em afirmar que seriam provas da reencarnação. O texto do Saindo da Matrix alude a alguns casos de pessoas que relataram "memórias de vidas passadas" múltiplas, de diversos personagens que viveram na mesma época... Mais uma evidência da impossibilidade da reencarnação, ao menos segundo o conceito espírita. Penso também que seria interessante publicar alguma coisa sobre o Registro Akáshico, por aqui, e aprofundar sobre a matéria Inconsciente Coletivo: são alternativas bastante interessantes que explicam satisfatoriamente os fenômenos mediúnicos e de reminiscências de outras vidas. Tais lembranças são possíveis, mas não quer dizer que tenhamos sido nós, na pele dessas pessoas que viveram em outras épocas.

Esperando não ser processado por ter reproduzido um trecho de uma obra alheia ligeiramente maior do que o permitido por lei, me despeço deste polêmico assunto (achei que ia render mais debates, mas sei que alguns amigos meus ou estão tristes comigo, ou se colocaram numa postura 'religião não se discute'). Bom. O barulho que pretendo fazer, assim como o movimento que procuro provocar, é interno, muito mais do que externo.
FONTE: http://artedartes.blogspot.com/2010/02/reencarnacao-final.html
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Entrevista com Ricardo Di Bernardi
Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo - www.cvdee.org.br


01.Em seu livro "Gestação, sublime intercâmbio" vemos algumas informações sobre as reencarnações que se dão em processos de automatismo. Poderia discorrer um pouco mais sobre o assunto? (índice)

Resposta: As leis de Deus são perfeitas , portanto imutáveis. Se são imutáveis são automáticas. O que podemos fazer é amenizarmos as conseqüências com atos de amor. O apóstolo Pedro já dizia em uma de suas epístolas, "a caridade cobre uma multidão de pecados . "

02.Prezado Irmão Ricardo, após uma entidade ou pessoa ter cumprido todas sua tarefas aqui no plano terrestre e não ser necessário mais reencarnar aqui neste plano, qual seria seu destino e como seria sua evolução? (índice)

Resposta: Há muitas moradas na Casa do Pai, disse Jesus. Há portanto infinitos globos no Universo nos quais se reencarna. A questão 55, do Livro dos Espíritos, coloca que TODOS os globos do universo são passíveis de existência de seres. Naturalmente, pode ser existência em outras dimensões. Com relação ao destino, sabemos que todos os seres do Universo tem um único destino :
Sabedoria e perfeição. Através de bilhões de reencarnações, em inúmeros astros, todos os seres caminham por estradas diferentes mas para um único destino; A felicidade plena.

03.De quanto em quanto tempo o Espírito reencarna? (índice)

Resposta: Pode-se fazer um paralelo com a existência física. Há seres que reencarnam e vivem minutos, horas, meses, anos etc... o mesmo pode ocorrer no mundo espiritual antes do retorno. Como regra geral sabemos que espíritos muito primitivos costumam renascer mais rapidamente. A razão disto é:
1) Seu aprendizado e consciência no mundo extrafísico é mínimo. Renascendo evoluem
mais rapidamente.
2) Sua estrutura energética é de baixa vibração , portanto gastam mais energia e entram em torpor, sonolência, perda de consciência o que facilita os mentores espirituais os encaminharem para o renascimento.

04.É possível ao desencarnar encontrar com espíritos de pessoas que você nunca viu, porém tem grande admiração e vontade de conhecer, mesmo sendo esse espírito de país diferente do seu? (índice)

Resposta: Sim, é possível. No entanto para que tal ocorra há que haver um merecimento . Este merecimento se expressa em freqüência de vibração compatível para a sintonia de ambos.

05.Gostaria de saber em que etapa da evolução a mônada se torna um espírito único, no que diz respeito a sua individualidade. Seria no reino animal? (índice)

Resposta: Sim. Esta passagem é gradativa. Quando o princípio espiritual (mônada ) estagia nos répteis, mais exatamente nos lacertídeos, forma-se a glândula pinela com estrutura mais definida. A pineal é a glândula que fixa melhor ou permite uma expressão mais individualizada do princípio espiritual.

06.Li que a primeira etapa da mônada após a criação seria no reino mineral. Como isso se dá? As pedras têm vida? (índice)

Resposta: Não, as pedras não tem vida. a vida só existe quando a estrutura bioquímica consegue fixar o "fluido vital "ou energia vital" ou ainda bioenergia=prana. No entanto o princípio espiritual, já se une à matéria antes de existir vida na mesma, conforme o livro dos espíritos , questão 540 , no penúltimo parágrafo da resposta, diz , mais ou menos o seguinte: É assim na natureza que tudo serve , que tudo se encadeia, desde o átomo até o arcanjo que começou por ser átomo. etc... Logo os espíritos superiores também passaram por estágios assim.

07.Gostaria de saber se as reminiscências de reencarnações passadas permanecem nas reencarnações presentes, tais como forte personalidade, o dom para a maldade, mediunidade, área profissional e etc. O que devemos fazer para acordar e tentarmos nos corrigir? (índice)

Resposta: Sim. podem permanecer em muitos casos. Em outros casos , não aparecem por estarem bloqueadas por diversos fatores do próprio indivíduo (endógenos), como tramas psíquicos , ou por fatores impostos pelos espíritos protetores , (fatores exógenos) Devemos proceder a intenso exame de consciência, estudar muito, meditar, solicitar amparo de encarnados mais experientes, e através de preces , dos amigos da espiritualidade.

08.Pelo que pude entender, lendo o Livro dos Espíritos, os animais não têm um espírito, propriamente dito, mas uma alma "especial" que não tem o livre-arbítrio nem a consciência de futuro e de Deus, e por isso não têm um desenvolvimento tecnológico, posto que não raciocinam. Porém, vi em uma outra fonte que alguns gorilas, vivendo em cativeiro, estão começando a desenvolver ferramentas e jogos, o que indicaria um pequeno, porém existente, raciocínio que poderia levar ao desenvolvimento tecnológico, indicando inteligência. Seriam os gorilas, então, uma espécie de, digamos, transição da alma animal para o Espírito humano? (índice)

Resposta: Todos os animais são etapas evolutivas que se encadeiam como seqüência. Emmanuel em "O Consolador " questão 79 , nos diz que todos os animais um dia entrarão no reino hominal. ( O que não significa idêntico ao nosso ) . os gorilas são seres mais evoluídos que outros animais mais primitivos. NÃO são a transição atual para a espécie humana. Nossa transição JÁ SE OPEROU HÁ MILHÕES DE ANOS. os gorilas, para atender sua questão, renascerão cada vez mais experientes e, se necessário, poderão reencarnar em outros astros (planetas ) onde ESTARÁ OCORRENDO surgimento de espécies pré-humanas.

09.Quem é que escolhe o tipo de vida que vamos levar na terra quando reencarnamos? (índice)

Resposta: Os espíritos superiores podem escolher. Os mais limitados são orientados ou aconselhados por espíritos mais evoluídos. OS MUITO PRIMITIVOS renascem compulsoriamente em local e condições mais adequadas às suas necessidades evolutivas e conforme análise dos espíritos encarregados deste mister.

10.Onde encontrar nos 4 Evangelistas (Novo Testamento) citações expressas de reencarnação? (índice)

Resposta: Há inúmeras citações. Veja por exemplo em João capítulo 3 versículo de 1 a 20 ., a conversa de Jesus com Nicodemos. É necessário nascer de novo... E mais adiante: é necessário renascer ...Em Mateus cap. XVII , versículo 10 a 14 , quando perguntaram: Não foi dito que Elias havia de vir de novo ? E Jesus respondeu: ...Elias já veio e não o reconheceram... Há também conversas de Jesus com os apóstolos quando Ele pergunta: quem dizem que eu sou ? e eles responderam : dizem uns que és Elias, Jeremias ou algum dos profetas (reencarnado), o que demonstra que se falava naturalmente sobre o renascimento.

11.Por que os animais, que não têm carma, têm as mesmas doenças e sofrimentos que nós temos? (índice)

Resposta: Nem todo defeito ou doença é carma. As experiências da vida nos estimulam ao crescimento, ao aprendizado, ao amadurecimento. além disto um animal cego nem tem a consciência disto , não pode comparar-se com outro e sentir-se diferente, por exemplo.

12.Gostaria de saber como acontece a evolução das espécies, principalmente dos seres humanos. (índice)

Resposta: Tenho um livro só sobre isto , "Reencarnação e EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES " , mas posso resumir assim: ocorre pela reencarnação. O princípio espiritual (espírito) ARQUIVA AS EXPERIENCIAS , havendo a morte biológica este "espírito" guardando esta experiência influencia , ao renascer, a mutação genética; influencia , também, durante toda a nova existência, a modificação do corpo buscando a adaptação crescente às dificuldades do meio. o assunto é amplo é necessita uma longa explanação , por isto sugeri o livro.

13.Gostaria de saber se os animais serão humanos algum dia e em que está baseada a resposta. (índice)

Resposta: Sim. baseada no livro dos espíritos , questão 540, em Emmanuel, questão 79 de "O Consolador ' EM ANDRÉ LUIZ, na obra "Evolução em dois Mundos " e em Joanna de Angelis, 'ESTUDOS ESPÍRITAS " pag 50 a 55. e sobretudo baseado na justiça infinita de Deus, que não poderia privilegiar uns seres em relação a outros.

14.Gostaria de saber como é feita a reprodução das espécies que habitam outras dimensões. (índice)

Resposta: Não temos esta informação, por enquanto.

15.Seriam os AUTISTAS, reencarnações de missionários, contribuindo com isso para a evolução da espécie humana? (índice)

Resposta: Não. pelo que sabemos, salvo exceções, são espíritos com problemas psíquicos graves, o mais comum seria o caso de espíritos que lutaram contra o renascimento, negando-se a si mesmo a oportunidade. Esta negação os coloca ausentes da realidade reencarnatória. Há casos diferentes, no entanto.

16.Seria possível um ser humano renascer como animal ? (índice)

Resposta: Impossível. O corpo espiritual (astral=perispírito) tem outra freqüência energética e não pode se fixar em corpo de freqüência incompatível. Não há retrocesso. Há apenas evolução ou estacionamento.

17.Gostaria de saber como pessoas que foram muito ligadas em uma encarnação ( pai e filha ) fazem para se encontrar quando um dos dois desencarna primeiro e o outro caso desencarnar, não a encontre mais porque esta já reencarnou novamente? (índice)

Resposta: Se reencontram em desdobramento astral, ou desprendimento durante os sonhos.

18.Como posso saber qual é o meu projeto reencarnatório para melhor utilizar de minha vida atual para minha evolução? (índice)

Resposta: Está escrito na consciência. Preste atenção em si próprio. Faz parte do projeto este auto-descobrimento.

19.O que diz a doutrina espírita sobre a questão das reencarnações difíceis, como no caso de crianças que nascem enlaçadas ao cordão umbilical da mãe. (índice)

Resposta: Há causas biológicas, - descuidos gestacionais, por parte de todos ou alguns envolvidos.Há causas psicológicas ou anímicas - por medos, insegurança , rejeição, ódio, fobias, etc...Há causas espirituais- por dificuldades energéticas entre mãe e feto, como ressonância vibratória entre ambos por um passado violento em comum. Processos obsessivos- interferências de terceiros- encarnados ou desencarnados -, neste caso há desarmonia energética correspondente na mãe e no feto - por passado turbulento comum.

20.Gostaria de saber, baseado na evolução das espécies, se é possível um inseto ou um animal ou outro ser vivo que não seja um ser humano, evoluir até ao estágio do ser humano. (índice)

Resposta: Sim. Veja questão DO LIVRO DOS ESPÍRITOS 540. Veja também Léon Denis; O espírito dorme no mineral, sonha no vegetal, agita-se no animal e desperta no homem. Longa caminhada de BILHÒES DE ENCARNAÇÕES...